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“Se amar os pobres incomoda, amemos até o fim”, diz Pe. Júlio Lancellotti em sua Igreja lotada após “censura” (vídeo)

    “Não desanimem, não desistam. Caminhem sempre seguindo Jesus!”, afirma o religioso em sua primeira missa desde que Dom Odilo Scherer o proibiu de transmitir o evento – ASSISTA

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    Padre Júlio
    Padre Júlio Lancellotti na Paróquia São Miguel Arcanjo, em São Paulo |21.12.2025| Imagem reprodução/Jornalistas Livres/Aplicação de IA


    Brasília, 21 de dezembro 2025

    Durante missa celebrada na Paróquia São Miguel Arcanjo, em São Paulo, neste domingo (21/dez), o Padre Júlio Lancellotti foi recebido com aplausos emocionados por uma igreja lotada. As imagens foram feitas pelo Jornalistas Livres ao vivo e viralizaram nas redes sociais.

    Lancellotti diz aos fiéis presentes, de forma pausada e emocionada: “Não desanimem, não desistam. Caminhem sempre seguindo Jesus! Eu não quero ser exemplo para ninguém. Só quero ser irmão de todos vocês, especialmente dos irmãos mais pobres, dos abandonados”.

    Durante o trecho, o padre recebeu aplausos intensos do público, especialmente após a frase final sobre amar os pobres, o que remete a uma possível “censura”, contextualizada ao longo da semana passada: “Se amar os pobres incomoda, amemos até o fim. Amado Jesus.”

    Contexto

    Padre Júlio Lancellotti é conhecido por seu trabalho social com pessoas em situação de rua e vulneráveis na região da Cracolândia, em São Paulo, e na Paróquia São Miguel Arcanjo.

    Ele tem sido uma figura controversa por criticar políticas públicas e defender os direitos dos pobres, o que gerou atritos com setores conservadores da Igreja e do governo.

    No domingo passado (14/dez), durante uma missa, o padre anunciou que aquela seria a última transmissão ao vivo de suas celebrações nas redes sociais, seguindo uma determinação da Arquidiocese de São Paulo, liderada pelo cardeal Odilo Scherer.

    A ordem proíbe as lives das missas e também impõe restrições ao uso de redes sociais pelo padre, o que foi interpretado por apoiadores como uma tentativa de censura. Lancellotti afirmou que aceitaria a decisão “com resiliência e obediência”, mas enfatizou que as missas continuariam presencialmente.

    A medida gerou repercussão, com críticas de que a Igreja estaria silenciando vozes progressistas, especialmente após polêmicas envolvendo o padre com autoridades locais.

    A missa deste domingo (21/dez) foi a primeira após o veto às transmissões oficiais. O público demonstra total apoio ao padre em meio à controvérsia, um contraste entre a tentativa de restrição e o apoio popular ao trabalho de Lancellotti, que continua celebrando missas presenciais.

    Em entrevistas recentes, o padre reforçou que não busca ser um “exemplo”, mas sim um irmão para os necessitados.

    Tensões internas na Igreja Católica brasileira entre visões conservadoras e progressistas? É o que aparenta.

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    1 comentário em ““Se amar os pobres incomoda, amemos até o fim”, diz Pe. Júlio Lancellotti em sua Igreja lotada após “censura” (vídeo)”

    1. REINALDO GONCALVES DA CRUZ

      Tá difícil, os conservadores de fora, aliiaram aos de dentro da igreja católica, para censurar o padre Júlio Lancelot, pelo trabalho que faz a 40 anos, quem cuida de vulneráveis, pobres, famintos , dando lhes um pouco de dignidade, é excumungado pela elite e tbm pelos conservadores que atuam dentro da igreja católica brasileira, não são representantes de Jesus

    Os comentários estão fechados.

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