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PDT quer Ciro com LULA, atacando Bolsonaro, mas ele está deprimido com 4º lugar no 1º turno

    O pedetista perdeu capital político e está recluso no Ceará, após 3,6 milhões de votos (3,04%). Em 2018 ele teve 13,3 milhões (12,47%)

    O PDT quer que Ciro Gomes, derrotado no primeiro turno da eleição presidencial e que seguiu seu partido em decisão de apoio ao ex-presidente LULA, quer que ele apareça na campanha do PT para atacar o presidente Jair Bolsonaro (PL) como só ele sabe fazer. O ex-ministro sofre pressão para entrar em campo na reta final do segundo turno e ajudar o ex-presidente.

    Mas Ciro se recusa a declarar apoio explícito a LULA. Nem quer seguir Simone Tebet (MDB), que tem apearecido na campanha do líder das pesquisas de intenções de voto contra o presidente atual. Por isso, os pedetistas tentam convencer o correligionário a pelo menos gravar vídeos e fazer declarações públicas para reforçar a artilharia verbal contra a reeleição do ocupante do Palácio do Planalto.

    O partido quer que, pelo menos, Ciro parta para o ataque contra o Bolsonaro com sua peculiar verborragia. De acordo com o jornal O Globo, o pedetista “não superou a mágoa acumulada contra o ex-presidente e o PT“. A coluna de Malu Gaspar diz possuir relatos de que Carlos Lupi (presidente nacional do PDT) e Manoel Dias (secretário nacional) tentam convencer Ciro a imergir do silêncio ao qual se entregou após ficar em quarto lugar no primeiro turno.

    Gaspar diz que um dos argumentos é que o confronto agora é entre a civilização e a barbárie. Desde o final da apuração do primeiro turno de 2022, quando obteve apenas 3,6 milhões de votos ou 3,04% dos votos válidos, Ciro tem ficado recluso no Ceará. Em 2018, ele teve o quádruplo de votos: 13,3 milhões (12,47% dos válidos).

        Seu capital político desmoronou nesses quatro anos, mas a avaliação do QG petista é a de que ele ainda pode ajudar na eleição de Lula, uma vez que o confronto com |Bolsonaro deve ser resolvido por uma pequena diferença de votos.

        Até agora, ele se limitou a gravar um curto pronunciamento em que afirma acompanhar a decisão do PDT – mas afirmou não acreditar que a “democracia esteja em risco nesse embate eleitoral”. É o contrário do que tem pregado o PT para convencer eleitores indecisos e moderados.

          Diante de tanta mágoa e divergência, um interlocutor de Ciro acha que a única forma de convencê-lo a sair do imobilismo seria “o PT fazer mais gestos”. Quais gestos seriam esses? Aparentemente, nem o próprio Ciro sabe.

          Procurados pela equipe da coluna, Lupi e Manoel Dias não se manifestaram.

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