Vacina candidata da Pfizer e BioNTech terá ensaio clínico no Brasil

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que está de olho em 3 vacinas, mas uma dos EUA será testada aqui e tem prioridade de compra “em grande quantidade”. Perguntado sobre as pesquisas em vacinas para a covid-19, o militar disse que o Brasil trabalha em frentes que possibilitam negociações com o Reino Unido, China e os EUA.
As frentes são três conforme infradescrito:
1) a vacina de um laboratório do Reino Unido em parceria com a Universidade de Oxford, para a qual foi assinado acordo de preferência para aquisição de insumos e tecnologia visando a fabricação de doses no país.
2) a vacina é de origem chinesa que está sendo negociada pelo governo de São Paulo, nos mesmos moldes da primeira.
3) a de um laboratório dos Estados Unidos.
“A vacina da Moderna [fabricante] usa outra tecnologia, pois age em cima do RNA e não temos tecnologia de parque de fabricação para produzi-la, então negociações estão em cima da prioridade de compra para que possamos adquirir em grande quantidade”
Pazuello afirmou, em entrevista coletiva transmitida pela internet durante visita a Florianópolis, que o governo também colocou a candidata da Pfizer e da BioNTech “no radar”, depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na véspera a condução de um ensaio clínico no país que estudará duas vacinas em desenvolvimento conjuntamente pelas empresas.
“Nós vamos observar isso daí, com a possibilidade também de entrar em algum tipo de acordo de cooperação para comprar também alguma possibilidade dessa vacina com a Pfizer”
O Ministério da Saúde já assinou uma carta de intenções com o laboratório britânico AstraZeneca que prevê a disponibilização de 30 milhões de doses até o fim do ano de uma vacina desenvolvida em parceira com a Universidade de Oxford, e está concluindo as negociações para o pagamento e a assinatura de um acordo final que incluirá também a transferência de tecnologia para produção nacional.
Paralelamente, o governo do Estado de São Paulo firmou acordo com a chinesa SinoVac para desenvolvimento, em parceria com o Instituto Butantan, de uma outra vacina, que também será produzida no Brasil, e Pazuello havia anunciado na terça-feira que o governo também negocia com o laboratório norte-americano Moderna para uma possível compra com prioridade da candidata a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela empresa.
Tanto a vacina de Oxford quanto a da SinoVac já estão sendo testadas em voluntários no Brasil em ensaios clínicos de Fase 3, o último antes do registro da vacina junto a autoridades regulatórias.
Eduardo Pazuello também falou em aumentar a estratégia de testagem da população brasileira para Covid-19. Sem dar prazos, ele mencionou o fortalecimento dos Laboratórios Centrais (Lacens) e a compra de equipamentos para extrair mais amostras.
“O secretário Arnaldo [Correia, da Vigilância em Saúde] tem trabalhado direto com os secretários de estado e com os municípios e está equalizando essa distribuição. Essa ação vão permitir a gente a chegar a números próximos de 20% da população. Isso é um trabalho que já vinha acontecendo, é claro, mas com estruturação dos laboratórios, dos Lacens, com a aquisição de equipamentos de extração para amostras para aumentar essa velocidade vai permitir mais processamentos dos [testes] RT-PCR”
Assista à transmissão realizada nesta quarta.
o video de 44’15” se inicia aos 8’30”

Aos olhos deste leigo, todos os “porquês” apontam, na verdade, para erros.
Antes que se assine quaisquer documentos, há a necessidade de sair do escuro.
“Só” o fato de não termos a tecnologia para um único passo da produção e controle do medicamento, já deveria ser motivo para descartá-lo.
Eficácia, custo e facilidades devem ser determinantes.
É real o acerto da vacinação em massa contra uma “gripezinha”?!…
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