ARRASTE 0%
Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
```html ```
Avançar para o conteúdo

Pavel Durov atende Moraes, exclui post de Bolsonaro e Telegram volta ao ar

    O fundador enviou novo pedido de desculpas ao ministro e criou sete medidas para combater fake news na plataforma, incluindo informação verificada

    O criador do aplicativo de mensagens Telegram, Pavel Durov, atendeu à solicitação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, que havia suspendido a operação da plataforma no Brasil por sequentes desrespeitos aos pedidos de interferência em contas na rede social, feitos pela Justiça brasileira, e cumpriu as determinações judiciais que estavam pendentes, de acordo com o magistrado, revogou a decisão neste domingo (20/3), conforme transcrição do g1, a seguir:

    “Diante do exposto, considerado o atendimento integral das decisões proferidas em 17/3/2022 e 19/3/2022, revogo a decisão de completa e integral suspensão do funcionamento do Telegram no Brasil, proferida em 17/3/2022, devendo ser intimado, inclusive por meios digitais , o Presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Wilson Diniz Wellisch, para que adote imediatamente todas as providências necessárias para a revogação da medida, comunicando-se essa Corte, no máximo em 24 horas“
    Alexandre de Moraes
    Ministro do STF e TSE

    No sábado, Moraes definiu 24 horas para Pavel Durov cumprir 4 pontos que ainda estavam pendentes, que eram 1 – indicar à Justiça um representante oficial do Telegram no Brasil; 2 – informar ao STF as providências adotadas para “o combate à desinformação e à divulgação de notícias fraudulentas, incluindo os termos de uso e as punições previstas para os usuários que incorrerem nas mencionadas condutas“; 3 – excluir imediatamente os links no canal oficial de Jair Bolsonaro que permitem baixar documentos de um inquérito sigiloso e não concluído da Polícia Federal e, por fim 4 – bloquear o canal “Claudio Lessa”, fornecer os dados cadastrais da conta ao STF e preservar a íntegra do conteúdo veiculado.

    O Telegram foi notificado às 16h44 do sábado e, às 14h45 deste domingo, informou ao STF que tinha concluído o pedido de Moraes. O advogado Alan Campos Elias Thomaz foi nomeado representante legal da plataforma no Brasil.

    “Alan tem experiência anterior em funções semelhantes, além de experiência em direito e tecnologia, e acreditamos que ele seria uma boa opção para essa posição enquanto continuamos construindo e reforçando nossa equipe brasileira. Alan Campos Elias Thomaz tem acesso direto à nossa alta administração, o que garantirá nossa capacidade de responder as solicitações urgentes do Tribunal e de outros órgãos relevantes no Brasil em tempo hábil“.
    Pavel Durov
    Fundador do Telegram

    O Telegram adotará sete medidas para combater a desinformação: 1 – Monitoramento manual diário dos 100 canais mais populares do Brasil; 2 – Acompanhamento manual diário de todas as principais mídias brasileiras; 3 – Capacidade de marcar postagens específicas em canais como imprecisas; 4 – Restrições de postagem pública para usuários banidos por espalhar desinformação; 5 – Atualização dos Termos de Serviço; 6 – Análise legal e de melhores práticas e 7 – Promover informações verificadas

    No sábado, em menos de duas horas o Telegram excluiu o post de Bolsonaro, conforme pedido de Moraes:

    Post no ar às 17h30:

    Postagem em canal verificado de Jair Bolsonaro no Telegram — Foto: Telegram/Reprodução
    Postagem em canal verificado de Jair Bolsonaro no Telegram — Foto: Telegram/Reprodução

    Post removido às 18h30

    Telegram informa que mensagem em canal de Jair Bolsonaro foi deletada por violar leis locais — Foto: Telegram/Reprodução
    Telegram informa que mensagem em canal de Jair Bolsonaro foi deletada por violar leis locais — Foto: Telegram/Reprodução

    O Telegram também informou ao STF ter bloqueado o canal “Claudio Lessa”. Na decisão, Moraes pedia que os dados do criador do canal fossem armazenados e informados, assim como o histórico das mensagens veiculadas ali. Na resposta, a plataforma indica a conta responsável pelo canal – mas diz não ter o histórico das mensagens.

    “No momento, não armazenamos outros dados para esses canais e contas. Esperamos que o acima abranja todos os itens pendentes da carta do Tribunal de 19 de março, mas não hesite em entrar em contato conosco imediatamente se houver algum pedido de acompanhamento ou relacionado”.
    Pavel Durov
    Fundador do Telegram

    Depois, o Telegram enviou novo pedido de desculpas a Moraes:

    “Gostaríamos de nos desculpar novamente pelo atraso inicial em nossa resposta às diretrizes do Tribunal de 9 e 17 de março de 2022. Infelizmente, as recebemos apenas em nosso endereço support@telegram.org, que normalmente é usado para perguntas gerais vindas de usuários e estava particularmente sobrecarregado devido à situação Rússia-Ucrânia (recebendo mais de 3 milhões de mensagens desde 24 de fevereiro).. “Com base nos desdobramentos descritos neste email, temos certeza de que tais lapsos não ocorrerão no futuro e respeitosamente pedimos ao Tribunal que permita que o Telegram continue suas operações no Brasil, dando-nos a chance de demonstrar que melhoramos significativamente nossos procedimentos”.
    Pavel Durov
    Fundador do Telegram

    文