O fundador enviou novo pedido de desculpas ao ministro e criou sete medidas para combater fake news na plataforma, incluindo informação verificada
O criador do aplicativo de mensagens Telegram, Pavel Durov, atendeu à solicitação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, que havia suspendido a operação da plataforma no Brasil por sequentes desrespeitos aos pedidos de interferência em contas na rede social, feitos pela Justiça brasileira, e cumpriu as determinações judiciais que estavam pendentes, de acordo com o magistrado, revogou a decisão neste domingo (20/3), conforme transcrição do g1, a seguir:
No sábado, Moraes definiu 24 horas para Pavel Durov cumprir 4 pontos que ainda estavam pendentes, que eram 1 – indicar à Justiça um representante oficial do Telegram no Brasil; 2 – informar ao STF as providências adotadas para “o combate à desinformação e à divulgação de notícias fraudulentas, incluindo os termos de uso e as punições previstas para os usuários que incorrerem nas mencionadas condutas“; 3 – excluir imediatamente os links no canal oficial de Jair Bolsonaro que permitem baixar documentos de um inquérito sigiloso e não concluído da Polícia Federal e, por fim 4 – bloquear o canal “Claudio Lessa”, fornecer os dados cadastrais da conta ao STF e preservar a íntegra do conteúdo veiculado.
O Telegram foi notificado às 16h44 do sábado e, às 14h45 deste domingo, informou ao STF que tinha concluído o pedido de Moraes. O advogado Alan Campos Elias Thomaz foi nomeado representante legal da plataforma no Brasil.
O Telegram adotará sete medidas para combater a desinformação: 1 – Monitoramento manual diário dos 100 canais mais populares do Brasil; 2 – Acompanhamento manual diário de todas as principais mídias brasileiras; 3 – Capacidade de marcar postagens específicas em canais como imprecisas; 4 – Restrições de postagem pública para usuários banidos por espalhar desinformação; 5 – Atualização dos Termos de Serviço; 6 – Análise legal e de melhores práticas e 7 – Promover informações verificadas
No sábado, em menos de duas horas o Telegram excluiu o post de Bolsonaro, conforme pedido de Moraes:
Post no ar às 17h30:

Post removido às 18h30

O Telegram também informou ao STF ter bloqueado o canal “Claudio Lessa”. Na decisão, Moraes pedia que os dados do criador do canal fossem armazenados e informados, assim como o histórico das mensagens veiculadas ali. Na resposta, a plataforma indica a conta responsável pelo canal – mas diz não ter o histórico das mensagens.
Depois, o Telegram enviou novo pedido de desculpas a Moraes:
