PAULO GUEDES, BRAÇO-DIREITO DE BOLSONARO, É ACUSADO DE ROUBAR R$152 MILHÕES DA PENSÃO DE IDOSOS

27/10/2018 2 Por Redação Urbs Magna
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Et Urbs Magna, 27 de outubro de 2018, 12:48 GMT


Paulo Guedes, braço-direito de Bolsonaro, é alvo de nova investigação do MPF por roubar R$ 152 milhões da pensão de idosos

O Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF) abriu uma nova investigação contra o economista Paulo Guedes, cotado para o Ministério da Fazenda em um eventual governo do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) e principal conselheiro de sua campanha. MPF suspeita que Guedes tenha obtido “benefícios econômicos” por meio de “crimes de gestão temerária ou fraudulenta” referentes a investimentos de fundos de pensão. Guedes fio intimidado e deverá prestar depoimento sobre o caso no próximo dia 6 de novembro.

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Do PlantãoBrasilNet – A suspeita do MPF é de que Guedes tenha aplicado o dinheiro de fundos de pensão de maneira irregular, resultando em prejuízos milionários para os aposentados dos fundos de pensão sob sua responsabilidade. A empresa do economista, que atua na gestão de investimentos, também teria cobrado taxas e comissões consideradas “abusivas”, o que teria feito com que registrasse um faturamento da ordem de R$ 152,9 milhões entre os anos de 2009 e 2014. Dentre os principais fundos geridos por Guedes estão a Funcef, dos servidores da Caixa Econômica Federal; a Petros, de servidores da Petrobras; e a Previ, dos servidores do Banco do Brasil.

A defesa de Guedes rebate as suspeitas do MPF e alega que os investimentos geridos por ele teriam resultado em lucros “de mais de 50% do valor investido” pelos fundos de pensão e que as taxas cobradas seguiam as mesmas praticadas pelo mercado financeiro. Para o MPF, contudo, os fundos de pensão “poderiam ter obtido ganhos maiores sem essas ilicitudes”.

O MPF já investiga as atividades de Paulo Guedes junto ao mercado financeiro desde o dia 2 de outubro. Na primeira investigação aberta contra ele, apura a prática de gestão temerária ou fraudulenta no BR Educacional, o Fundo de Investimento em Participações (FIP), administrado por uma empresa pertencente ao economista com o mesmo nome, que teria captado recursos dos fundos de pensão de estatais para realizar investimentos na área de educação privada.

Para a defesa, a abertura da nova investigação “causa perplexidade que, a 72 horas das eleições, o Ministério Público instaure uma investigação para apurar um investimento que deu lucro aos fundos de pensão”.


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