| Brasília (DF)
25 de agosto de 2026
Os seis candidatos à Presidência classificados à direita declararam à Justiça Eleitoral patrimônio total de R$ 292,1 milhões, valor 55 vezes superior aos R$ 5,26 milhões informados pelos cinco nomes da esquerda.
A diferença chega a 5.449%.
Em números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, o abismo econômico que separa os campos políticos na disputa de 2026 e coloca em xeque o discurso de representação popular.
A informação foi publicada nesta terça-feira (25/ago) por O Globo, no blog de Lauro Jardim.
O levantamento usa exclusivamente as declarações de bens protocoladas pelos candidatos.
Romeu Zema (Novo) concentra a maior fatia: R$ 178,7 milhões.
Em seguida vêm Ronaldo Caiado (PSD), com R$ 52,5 milhões; Wilson Grassi Junior (Democrata), com R$ 50 milhões; e Flávio Bolsonaro (PL), com R$ 8,18 milhões. Completam o grupo da direita Clariana Barão (DC), R$ 1,82 milhão, e Renan Santos (Missão), R$ 795 mil.
Na esquerda, Lula (PT) registra o maior valor: R$ 4,77 milhões.
Edmilson Costa (PCB) declarou R$ 454,4 mil e Samara Martins (UP) R$ 33 mil.
Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) informaram não possuir bens.
No centro, Augusto Jorge Cury (Avante) sozinho declara R$ 242,2 milhões — equivalente a 83% do total da direita. Dados corroborados por reportagens de UOL e InfoMoney, todas baseadas no sistema DivulgaCand do TSE.
A disparidade patrimonial não é detalhe estatístico. Ela dialoga com a história da representação política.
No X, Eduardo Guimarães publicou: “Desde a Revolução Francesa que qualquer pessoa que estudou pelo menos até o ensino médio sabe que esquerda defende pobre e direita defende rico. E que quem compra carro e imóvel a prestação não é rico”.
Um seguidor do jornalista afirmou (role o texto da publicação abaixo para ler) que o povo tem pouca compreensão sobre a diferença entre direita e esquerda. E que se soubessem, muitos se identificariam como de esquerda.
Segundo ele, a questão é pauta anual com seus alunos, que não trazem conhecimento de casa sobre o tema.
Em 2022, o patrimônio de Lula era maior; o de Flávio Bolsonaro cresceu 370% desde 2018, segundo levantamentos do G1.
A evolução patrimonial de empresários na política, como Zema, evidencia a entrada de grandes fortunas no debate presidencial.
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