📷 O deputado federal Nikkolas Ferreira e o Presidente Lula quando ainda era líder sindical no ABC Paulista / Imagens reprodução |•| Arte URBS MAGNA
| Brasília (DF)
10 de agosto de 2026
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral salto de patrimônio de R$ 36.820,46 em 2022 para cerca de R$ 3,9 milhões em 2026, alta nominal de 10.488%.
O contraste com a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva, em política desde 1969, importa porque revela ritmos muito distintos de acumulação em carreiras públicas e alimenta o debate sobre transparência nas declarações de bens.
Dados oficiais do TSE, divulgados a partir de sexta-feira (7/ago), mostram que o principal item na declaração de Nikolas Ferreira é um imóvel residencial avaliado em R$ 2,23 milhões, ainda com saldo devedor de R$ 1,72 milhão em 31 de dezembro de 2025.
O restante, cerca de R$ 1,6 milhão a R$ 1,67 milhão, concentra-se em aplicações de renda fixa, fundos, ações, títulos e participações empresariais.
Em 2022, o então candidato listava apenas saldos bancários e aplicações que somavam R$ 36.820,46. Fontes como Estadão e R7 confirmam a diferença de aproximadamente R$ 3,86 milhões.
O ministro Guilherme Boulos criticou o crescimento de 10.488% do patrimônio de Nikolas Ferreira em quatro anos, mencionando que, durante o governo Bolsonaro, seu patrimônio era de R$36 mil e que, com Lula, atingiu R$3,9 milhões.
Nikolas respondeu em vídeo, explicando que o aumento se deve a um imóvel financiado, salário de deputado, palestras, livros, escola de inglês e outras atividades, afirmando que não há nada de errado em prosperar com trabalho honesto.
O ritmo anual médio de Nikolas Ferreira ficou próximo de R$ 965 mil (diferença de R$ 3,86 milhões dividida por quatro anos).
Já Lula, com primeira declaração conhecida em 1982 limitada a uma casa financiada no Jardim Lavínia, em São Bernardo do Campo, e valores de R$ 422.949 em 2002 e R$ 839 mil em 2006, chegou a R$ 7,4 milhões em 2022 e declara agora cerca de R$ 4,8 milhões (queda de 35,7%, puxada principalmente por redução em planos VGBL de R$ 5,6 milhões para R$ 3,3 milhões).
Em 57 anos de vida pública desde 1969, o crescimento acumulado de Lula permanece proporcionalmente inferior ao salto concentrado do deputado em apenas um mandato.
Fontes históricas de Estadão e declarações recentes de G1 e Folha documentam a trajetória.
O episódio conecta-se ao debate permanente sobre transparência nas declarações de bens, ao papel das eleições 2026 e ao contraste entre carreiras longas e mandatos recentes no Congresso Nacional.
O crescimento de Nikolas Ferreira ocorreu durante o governo atual, enquanto o patrimônio declarado de Lula recuou no mesmo período.
A Justiça Eleitoral torna públicos os dados para escrutínio dos eleitores.
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