‘Patriarcado’ da Folha chama o fenômeno Marília Mendonça de gordinha que nunca foi boa cantora

‘Nunca foi uma excelente cantora. Seu visual também não era dos mais atraentes para o mercado da música sertaneja’, diz um trecho do texto de Gustavo Alonso (Reprodução/@mariliamendoncacantora/Instagram)


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

O “obituário” da cantora, publicado no jornal, foi “reduzido a meias palavras de um crítico que se preocupava com seu corpo e a balança”, observa colunista ‘concorrente’: “O patriarcado não descansa nem com mulher morta”, disse

Se alguém tem dúvida genuína de como opera o patriarcado, basta ler o obituário à Marília Mendonça na Folha“, recomenda a colunista do El País, Debora Diniz, observando que o jornal reduziu “a meias palavras de um crítico que se preocupava com” o “corpo e a balança, de quem é um “fenômeno da música brasileira

Diniz ainda afirmou que “o patriarcado não descansa nem com a mulher morta“.

Uma seguidora da colunista postou o print da parte que seria do texto publicado na Folha, ao qual Diniz teria se referido.

É possível ler: “Nunca foi uma excelente cantora. Seu visual também não era dos mais atraentes para o mercado da música sertaneja, então habituado com pouquíssimas mulheres de sucesso“, diz o autor do texto, passando depois a citar nomes que seriam melhores que o de Marília Mendonça.

A partir de então, o autor passa a argumentar sobre a aparência da artista de modo depreciativo:

Marília Mendonça era gordinha e brigava com a balança“, prosseguiu, inacreditavelmente, o autor das linhas que deveriam homenagear, e não criticar a revelação musical que foi.

Veja abaixo e leia mais a seguir:

coluna do jornal Folha de São Paulo foi escrita por Gustavo Alonso, que conta a trajetória de Marília Mendonça na música sertaneja, argumentando que ela tem sido alvo de críticas nas redes sociais.

No texto, publicado neste sábado (6), o historiador Gustavo Alonso narra o sucesso “meteórico” da cantora e tece críticas relacionadas ao vocal e a aparência física da artista.

Pelas redes sociais, a coluna logo gerou revolta. Nos comentários da publicação da Folha, centenas de pessoas denunciaram machismo e gordofobia da abordagem usada pelo historiador.

“É UMA VERGONHA ESSA COLUNA! É isso que dá colocar esse bando de arrombado pra falar sobre uma artista mulher. Esse bando de colunista formado em rede social que se acham donos da palavra pq escutam meia dúzia de disco velho”, escreveu a comentarista da Globo, Ana Thaís Matos.

“Insensível, machista, gordofóbico e não entende m nenhuma ao dizer que Marília nunca foi uma excelente cantora. Que lixo de matéria é essa?”, questiona a cantora carioca Teresa Cristina.

“Se eu tivesse que eleger uma única frase extremamente desnecessária para um obituário, ‘gordinha e brigava com a balança’ entraria FORTE no páreo. e com direito a uma frase elogiosa sobre um ‘regime radical’ ainda por cima! parabéns folha”, ironizou outro internauta.

Até o momento, Gustavo Alonso e a Folha de São Paulo não se pronunciaram sobre a polêmica. Veja a repercussão:


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