Para Weintraub e Ernesto Araújo corrupção e economia derrubarão Bolsonaro e LULA será Presidente

O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, ao lado do ex-chanceler Ernesto Araújo

Ex da Educação argumentou sobre a situação do país e ‘escândalos’ e o ‘pior chanceler do mundo’ disse que a farra do caminhão de lixo e a velha política são entraves para reeleição

Ex-ministros de Bolsonaro avaliaram, nesta quarta-feira (25/5), que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não será reeleito. Abraham Weintraub (Educação – 8/4/2019 a 20/6/2020) usou argumentos da economia brasileira ruim e escândalos do governo, enquanto o ‘pior chanceler do mundo’, Ernesto Araújo (Relações Exteriores – 1/1/2019 a 29/3/2021), disse que a farra do caminhão de lixo e a velha política derrubarão o presidente e permitirão que o ex-presidente LULA assuma em 2023 seu terceiro mandato.

Para Araújo, o escândalo da compra de caminhões de lixo a preços superfaturados, revelado pelo Estadão, é parte da “velha política”, podendo custar a reeleição de Jair Bolsonaro, ao afastar eleitores que votaram no capitão reformado do Exército acreditando no fim de práticas corruptas.

O ex-chanceler afirmou que os brasileiros não aceitam mais “Ciros Nogueiras comandando a política, distribuindo cargos e direcionando o Orçamento”.

Na segunda-feira (23/5), o jornal mostrou como uma emenda do ministro da Casa Civil foi usada para comprar um caminhão de lixo da empresa de uma amiga dele.

Conforme a transcrição da mídia, Araújo disse que “em 2018, ao elegerem Jair Bolsonaro, os brasileiros disseram que não aceitavam mais Ciros Nogueiras comandando a política, distribuindo cargos e direcionando o Orçamento. Em 2022 vemos justamente Ciro Nogueira e seus amigos comandando a política, distribuindo cargos e direcionando o Orçamento, da maneira que sempre fizeram. Isso é muito triste para todos os que acreditamos e nos dedicamos a um grande projeto de regeneração nacional”.

Os indícios de superfaturamento em editais somam ao menos R$ 109,3 milhões, diz o jornal.

Para Ernesto Araújo, o escândalo, que ficou conhecido como “Bolsolão do Lixo” nas redes sociais, afasta eleitores de Bolsonaro:

O pior é que, se o presidente Bolsonaro sacrificou o projeto original em nome da reeleição, aliando-se à velha política, agora essa aliança pode arrastá-lo para a derrota eleitoral, pois escândalos como esse dos caminhões de lixo vão afastar ainda mais eleitores. Pessoalmente, espero que o presidente enxergue que o caminho para a reeleição passa por repudiar o Centrão e reassumir seu compromisso original de mudar o Brasil”, disse.

Quanto ao ex-ministro da Educação, Abraham Weitraub, ele disse, em seu perfil no microblog Twitter, em tom de ironia, que não acredita que Ciro Nogueira esteja envolvido com o escândalo dos caminhões de lixo.

Não creio que o Ministro Ciro Nogueira esteja diretamente envolvido. Os valores mencionados são “modestos”. Acho que o Ministro Ciro Nogueira é muito maior que isso!“, afirmou Weintraub.

De acordo com a investigação do Estadão, Ciro Nogueira direcionou dinheiro de uma emenda parlamentar dele para a compra de um caminhão de lixo fornecido pela empresa de uma amiga pessoal. Carla Morgana Denardin é uma das proprietárias do grupo automotivo Mônaco, que venceu licitações para a compra de caminhões da Codevasf do Piauí – o órgão é comandado por Inaldo Guerra, indicado de Ciro Nogueira.

Depois, o município de Brasileira (PI) aderiu à ata da Codevasf e usou uma emenda de R$ 240 mil do ministro para comprar um caminhão compactador de lixo.

Em entrevista ao jornal O Globo, Weintraub, qué é pré-candidato ao governo de São Paulo, afirmou que o cenário econômico no Brasil deve piorar nos próximos meses e que, com isso, o presidente Jair Bolsonaro (PL) não irá se reeleger nas eleições de outubro.

Eu diria que esse cenário é o mais provável hoje. Infelizmente, o presidente Bolsonaro não deve se reeleger, e o Lula deve ser presidente. Daqui até a eleição as coisas só vão piorar na parte econômica, e na parte política vão aparecer mais escândalos“, afirmou.

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