Ao afastar Ibaneis, Moraes “deu um sinal” para outros governadores com polícias bolsonaristas e radicalizadas a “não seguir o mesmo caminho“, afirmou Kennedy Alencar
Apesar do ministro da Justiça ter recuperado “terreno perdido” ao propor intervenção militar no DF, o da Defesa “não conseguiu sucesso“, tendo sido “necessário uma decisão de Alexandre de Moraes“, afirmou Kennedy Alencar.
“Ele [Lula] vê o fracasso grande do José Múcio, ministro da Defesa, e do Flávio Dino. O Múcio e o Flávio falharam no primeira grande desafio que tiveram, sobretudo o Múcio, que foi o ministro da Defesa que disse que Bolsonaro era um democrata e que haviam manifestantes democratas, inclusive parentes dele no QG do Exército“, disse o jornalista.
Kennedy destacou que Flávio Dino “tomou uma rasteira” do governador afastado do DF, Ibaneis Rocha (MDB), e das autoridades de segurança da capital.
“Em determinado momento, no entanto, Dino começou a recuperar o terreno perdido, propondo a intervenção militar nas forças de segurança pública do DF, quando Lula estava em Araraquara ontem e Lula de pronto aceita“, afirmou o jornalista.
“Foi a partir de uma decisão de Moraes, que os acampamentos dos QGs do exército, em Brasília e no resto do Brasil, começaram realmente a ser desmontados. Portanto, o Múcio operando com os militares não conseguiu sucesso nessa área. Foi necessário uma decisão do Alexandre de Moraes para que isso acontecesse“, completou Kennedy.
Ao afastar Ibaneis Rocha, o magistrado “deu um sinal” para outros governadores que tem polícias bolsonaristas e radicalizadas a “não seguir o mesmo caminho“. “Hoje, o Lula tem uma avaliação de que o caminho para enfrentar o problema é muito mais um caminho que o Alexandre de Moraes decidiu seguir do que aquele que o Múcio e o Flávio Dino seguiram“, disse Kennedy.
