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Para Araújo, a esquerda se relaciona com narcotráfico, orcrim e terrorismo

    Em texto que cita prioridade da liberdade de expressão, o chanceler afirma que o governo “promove a segurança” contra “esquema de esquerdismo-narcotráfico-crime organizado-terrorismo que subsiste na América Latina”

    O Chanceler Ernesto Araújo. Créditos: Adriano Machado/Reuters

    O Ministro das Relações Exteriores do Governo Bolsonaro, Ernesto Araújo, afirmou, em publicação em seu perfil social no microblog Twitter neste sábado (25), que “além de reforçar a economia trabalhamos p/ promover a segurança na nossa região e enfrentar o esquema de esquerdismo-narcotráfico-crime organizado-terrorismo que subsiste na América Latina“.

    O diplomata brasileiro fez uma sequência de 12 tuítes na rede social através dos quais intencionou “explicar o novo Brasil ao mundo” que, segundo ele, luta contra a corrupção e atraso do país bem como promove a democracia e uma nação próspera, além de realizar “acordos comerciais fundamentais” com o mundo e tornar a economia forte.

    O chanceler argumentou ainda que o país está “saindo de uma economia estatista geradora de corrupção” e trabalhando na construção de outra economia baseada nos desejos do povo e que o Brasil viverá “um mundo pós-Covid baseado (…) na democracia e na liberdade“.

    A liberdade de expressão também foi fortalecida por Araújo, especialmente no final de sua composição. Curiosamente, as palavras ‘democracia’ e ‘liberdade’ são citadas 18 vezes no texto. 7 para a primeira e 11 para a última.

    Todo o texto encontra relação com todos os 12 tuítes de Ernesto Araújo, com exceção do quinto que é independente dos demais. Nele, o diplomata associa a esquerda com narcotráfico, organização criminosa e terrorismo.

    Leia a seguir:

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    1/Há um ano e meio procuro explicar o novo Brasil ao mundo, nossa luta para desmantelar o sistema de corrupção e atraso, nosso compromisso e fé na liberdade e democracia, nosso projeto de erguer uma nação próspera e soberana alicerçada nos valores e identidade do povo brasileiro.

    2/ Nossa política externa tem contribuído não só para explicar mas para realizar esse novo Brasil, mediante novos acordos comerciais fundamentais a uma economia dinâmica integrada ao mundo, pela defesa de nossos valores e pela criação de parcerias com as grandes democracias.

    3/De fato, estamos criando as parcerias internacionais que contribuem a mudar a lógica de nosso sistema: saindo de uma economia estatista geradora de corrupção, voltada aos interesses dos políticos, para uma verdadeira economia de mercado, voltada aos interesses dos cidadãos.

    4/Finalizamos o Acordo de Associação com a União Europeia, criamos aliança inédita com os EUA, preparamos o ingresso na OCDE, lançamos parceria estratégica com a Índia, criamos nova relação com Israel, negociamos com Canadá e Coreia, teremos novos processos c/ Japão e Austrália.

    5/Além de reforçar a economia trabalhamos p/ promover a segurança na nossa região e enfrentar o esquema de esquerdismo-narcotráfico-crime organizado-terrorismo que subsiste na América Latina. Com os parceiros regionais queremos integração enraizada na democracia e economia aberta

    6/O Brasil está empenhado em participar como um dos atores centrais na construção de um mundo pós-Covid baseado não apenas na eficiência econômica mas também na democracia e na liberdade. Não basta falar na “economia do futuro”, há que estabelecer a democracia do futuro.

    7/O mundo não pode mais ser indiferente à democracia. Se pela nossa Constituição todo o poder emana do povo, talvez devamos conceber um mundo onde todo o poder emane dos povos, ou seja, das nações, entidades vivas, que se coordenam em vários formatos para promover a liberdade.

    8/Nosso projeto nacional e nossa atuação internacional, portanto, se complementam e se reforçam mutuamente. Este Brasil que trabalha pela democracia, tanto em casa quanto fora, é o Brasil que o mundo cada vez mais precisa enxergar.

    9/Uma das prioridades de nossa política externa, por tratar-se de um pilar da democracia, é a defesa da liberdade de expressão, princípio garantido em todos os instrumentos internacionais de Direitos Humanos e na nossa Constituição.

    10/A liberdade de expressão, em especial na Internet e nas redes, é mais fundamental do que nunca, pois a Covid acelerou a transição para a sociedade digital, com novas tecnologias e novo ambiente que têm grande potencial libertador, mas também podem prestar-se ao controle social

    11/A sociedade digital pode ser um sonho ou um pesadelo, dependendo de nossa capacidade de preservar e promover a democracia e, de modo muito especial, a liberdade de expressão.

    12/Nossa política externa continuará trabalhando em favor do projeto democrático de transformação nacional escolhido pelos brasileiros. Trabalhará igualmente para que o Brasil cumpra sua vocação de ser parte determinante numa transformação mundial rumo à liberdade.

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    1 comentário em “Para Araújo, a esquerda se relaciona com narcotráfico, orcrim e terrorismo”

    1. Fausto AMARAL DE BARROS

      Tisc!…
      É apenas mais um elemento da equipe que administra o País.

    Os comentários estão fechados.

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