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Papa Francisco diz que seminários têm “excesso de bichas” e pede para bispos não aceitarem mais

    Várias fontes confirmaram a “intervenção severa do Papa“, diz jornal: Francisco usou termos incomuns para sua função na Igreja e chegou a apontar o dedo quando usou a gíria italiana pejorativa para homossexuais, ‘frociaggine

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    O Papa Francisco fez um ataque severo à presença de homossexuais nos seminários, disse a agência de notícias italiana ‘ANSA‘, nesta segunda-feira (27/5), quando o Pontífice se reuniu a portas fechadas com mais de 200 bispos italianos.

    De acordo com a mídia, o encontro é uma sequência da assembleia geral da Conferência Episcopal Italiana, que é realizada na Sala do Sínodo – reunião dos bispos, convocada pelo Papa, para consultas e/ou deliberações.

    A matéria diz que o 266º bispo de Roma e soberano do Estado da Cidade do Vaticano abordou o assunto com referências rigorosas, defendendo uma seleção mais criteriosa na admissão aos seminários.

    Francisco usou termos incomuns para sua função na Igreja e chegou a apontar o dedo, disseram vários veículos de comunicação, ao relatarem o uso da gíria italiana pejorativa para homossexuais, ‘frociaggine‘, ou, no português brasileiro, ‘bicha‘.

    Várias fontes confirmaram a “intervenção severa do Papa“, diz o texto do jornal, que concluiu: “Para Bergoglio, então, os homossexuais não devem ser admitidos nos seminários“. Jorge Mario Bergoglio é o nome de registro de nascimento do Para Francisco.

    Uma instrução do Dicastério Vaticano para o Clero em 2005 – sob o papado de Bento XVI – confirmada em 2016 com o Papa Francisco, estabelecia que “a Igreja, embora respeite profundamente as pessoas em questão, não pode admitir no Seminário e nas Sagradas Ordens aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais profundamente enraizadas ou apoiam a chamada cultura gay“.

    Os bispos italianos, por sua vez, na última assembleia realizada, em Assis – cidade numa colina na região da Umbria, no centro de Itália, tinham debatido a possibilidade de restrições mais atenuadas, sentindo-se encorajados pelas anteriores aberturas de Bergoglio quanto ao tema da homossexualidade.

    Apesar de muitas contestações, um emendamento que se limitava a distinguir entre “atos” e “tendências” foi aprovado, reafirmando a obrigação do celibato para todos os seminaristas, homossexuais e heterossexuais, abrindo assim a porta dos seminários aos candidatos gays ao sacerdócio, desde que comprometidos com a opção pelo celibato.

    Contudo, durante a hora e meia de encontro com os prelados, o Papa efetivamente impôs limites, demonstrando respeito pela pessoa gay que bate à porta do seminário, mas estabelecendo restrições à admissão para impedir que o homossexual que escolhe o sacerdócio acabe levando uma vida dupla, com todas as consequências negativas que isso acarreta.

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