Após a megaoperação no Rio de Janeiro, que expôs tensões sociais e políticas, análise de @slan.gigante adverte sobre como o “falso monstro contra a esquerda” pode influenciar eleitores – ASSISTA
Brasília, 01 de novembro 2025
Após a megaoperação no Rio de Janeiro, que expôs tensões sociais e políticas, um vídeo viral no TikTok traz uma análise contundente sobre como a extrema-direita utiliza o “pânico moral” como ferramenta para influenciar eleitores.
No vídeo, o psicanalista @slan.gigante alerta que, “sempre que se aproxima de uma eleição, a extrema-direita inventa um novo falso monstro contra a esquerda, como o kit gay, ora mamadeira erótica, depois o banheiro unissex, escola doutrinadora”.
Essa estratégia, segundo ele, não é apenas uma tática de comunicação, mas um mecanismo deliberado para criar “medo em massa” e transformá-lo em votos.
O conceito de “pânico moral”, amplamente discutido em estudos sociológicos, refere-se à disseminação de um medo exagerado sobre ameaças à sociedade, frequentemente amplificado por mídias e discursos políticos.
No contexto atual, @slan.gigante aponta que essa tática visa manipular o “inconsciente coletivo”, explorando emoções irracionais. “Como psicanalista, eu te digo: quando um grupo estimula o medo irracional, ele tá manipulando o inconsciente coletivo. Faz isso porque o medo paralisa, e quem paralisa obedece”, afirma.
A análise do psicanalista vai além da mera crítica política. Ele argumenta que a extrema-direita não busca formar cidadãos críticos, mas sim “sequestrar afetos”, direcionando a raiva dos eleitores contra inimigos imaginários. “Ela quer sequestrar afetos, quer você com raiva de inimigos imaginários, enquanto os verdadeiros inimigos seguem em busca de poder”, destaca.
Essa abordagem, segundo ele, desvia a atenção de questões reais, como a concentração de poder e a desigualdade social, para narrativas fictícias que servem aos interesses de grupos específicos.
SEMPRE QUE SE APROXIMA DE NOVAS ELEIÇÕES A EXTREMA-DIREITA CRIA UM NOVO MONSTRO CONTRA A ESQUERDA, COMO O KITY GAY… pic.twitter.com/coRi4u36kJ
— Malu (@mariarita4141) November 2, 2025
O vídeo, que circula em meio a um cenário de polarização política intensificada no Brasil, ganha relevância ao conectar o “pânico moral” a estratégias eleitorais. A operação no Rio de Janeiro, que envolveu instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público, serviu de pano de fundo para debates sobre segurança, corrupção e intervenção estatal, ampliando o terreno fértil para discursos que exploram o medo.
Nesse contexto, a análise de @slan.gigante ressoa como um alerta sobre como emoções podem ser weaponizadas [usar algo para infligir danos deliberadamente às pessoas é armamentá-lo] para ganhar apoio político.
Para quem acompanha o cenário político, o vídeo não apenas denuncia uma prática recorrente, mas também oferece uma perspectiva psicanalítica sobre os mecanismos de manipulação.
A ideia de que “o medo paralisa e quem paralisa obedece” lembra estudos como os de Stanley Cohen, que cunhou o termo “pânico moral” em sua obra “Folk Devils and Moral Panics”.
Cohen descreveu como a mídia e agentes sociais amplificam desvios para criar indignação moral, um paralelo evidente com os exemplos citados por @slan.gigante. A relevância desse discurso vai além do Brasil.
A estratégia de criar inimigos imaginários e explorar o medo irracional é uma tática global. No entanto, no contexto brasileiro, onde eleições frequentemente são marcadas por narrativas de crise, o vídeo de @slan.gigante se destaca como uma chamada à reflexão.
Ele não apenas critica, mas também educa, incentivando os espectadores a questionarem as emoções que guiam suas escolhas políticas. A polarização não é inevitável, mas exige que estejamos atentos aos mecanismos que a alimentam.
RECEBA NOSSAS ÚLTIMAS NOTÍCIAS EM SEU E-MAIL








A direita brasileira é maléfica, é Satânica, procura se auto beneficiar encima da miséria e vulnerabilidade dos menos esclarecidas
Os comentários estão fechados.