Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Países retiram cidadãos do Líbano e Governo Lula oferece a FAB aos 20 mil brasileiros que desejarem repatriação

    Ataques de Israel ao Hezbollah registou dia mais sangrento na segunda (23), quando mais de 560 morreram, mas número de óbitos desde o início da escalada já chega a 1030, de acordo com o Ministério da Saúde libanês

    Receba notícias do Canal Urbs Magna no WhatsApp

    Autoridades globais estão preparando a retirada de seus cidadãos do Líbano, enquanto o Brasil negocia rotas de fuga e consulta a comunidade em Beirute diante da intensificação dos conflitos.

    Bombardeios israelenses no Líbano se intensificaram nos últimos dias.

    Os ataques direcionados ao Hezbollah teve seu dia mais sangrento na segunda-feira (23/9), quando mais de 560 pessoas morreram, mas o número chegou a 1030, de acordo com o Ministério da Saúde libanês, desde a escalada dos ataques israelenses na semana passada.

     Israel diz que está atacando o Hezbollah porque o grupo libanês não permite que os cidadãos israelenses que moram ao norte do país, que faz fronteira com o Líbano, retornem às suas casas. Eles foram deslocados por bombardeios do Hezbollah em território israelense, que duram desde o ano passado.

    Com isso, a “nova fase da guerra” anunciada pelo Exército israelense, e nomeada de “Operação Flechas do Norte“, busca fazer com que os combatentes do Hezbollah deixem as regiões ao sul do Líbano.

    No Brasil, o governo Lula iniciou consultas com brasileiros no Líbano para identificar os que necessitam de ajuda para serem retirados.

    Em Nova Iorque, o chanceler Mauro Vieira se reuniu com a Síria e com o ministro das Relações Exteriores do Líbano, Abdallah Bou Habib, para discutir a situação e a possibilidade de evacuação.

    A embaixada brasileira está assistindo os cidadãos e se preparando para uma possível operação de evacuação, enquanto o aeroporto de Beirute permanece aberto para saídas por voos comerciais.

    O governo recomenda que os brasileiros deixem o Líbano, e a FAB está pronta para atuar caso seja necessário, com cerca de 20 mil brasileiros no país.

    Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro anunciou que “começou a repatriação de nossos nacionais do Líbano“. Um avião deixou o país sul-americano neste sábado para resgatar 114 colombianos que completaram o processo para ser retirados do Líbano, informou Jamil Chade, no UOL.

    No Canadá, foi iniciada uma operação para ajudar seus nacionais no Líbano a comprar passagens comerciais, reservando assentos e antecipando pagamentos. O ministro da Defesa, Bill Blair, anunciou que existe um barco na região, assim como 150 soldados que iriam ajudar nesse processo, se necessário.

    O governo de Justin Trudeau também indicou que negocia com empresas aéreas a criação de vôos charters. O país conta com 45 mil canadenses no Líbano, que foram instruídos a deixar a região por conta própria, enquanto existem vôos comerciais.

    O Reino Unido anunciou que está deslocando tropas para o Chipre, de onde poderia ocorrer a base de uma operação. Nesta semana, o primeiro-ministro Keir Starmer fez um apelo aos cidadãos britânicos que saíssem do Líbano enquanto ainda houvesse voos comerciais. “É muito importante que eles ouçam minha mensagem, que é sair e sair imediatamente“, disse.

    O governo disse em um comunicado que 700 soldados viajariam para Chipre, reforçando sua presença na área onde já tem dois navios da Marinha Real, aviões e helicópteros de transporte.

    Os Estados Unidos da América anunciou que o deslocamento de novas tropas para a região deve ajudar na retirada de cerca de 10 mil nacionais que estão no Líbano. A intenção dos americanos é também a de usar a ilha de Chipre como base para uma eventual operação.

    A França disse que um de seus navios de guerra também poderia ser usado, já que está na região. Não se descarta o envio de novos barcos, a partir do Sul da França para a região do Oriente Médio.

    Entre os dias 14 e 18 de setembro, as marinhas da França e Itália se uniram às forças gregas e cipriota para um exercício militar no mar Mediterrâneo. Um dos treinamentos era sobre a repatriação de pessoas do Líbano.

    O aeroporto de Beirute continua aberto. Mas a suspensão dos vôos da AirFrance reduziu de forma importante a possibilidade de saída dos estrangeiros.

    Para governos sem acesso às autoridades sírias, uma das opções ainda tem sido a de usar os territórios do Chipre e Turquia como base para essas pessoas. No caso do Chipre, o país que faz parte da UE fica menos 300 quilômetros da costa libanesa.

    Recebemos solicitações de vários países, não apenas da União Europeia, mas também de outros países terceiros. Estamos prontos para desempenhar esse papel em caso de necessidade“, disse o presidente do Chipre, Nikos Christodoulides.

    O conflito mais notável entre Israel e o Hezbollah foi em 2006, no episódio conhecido como Guerra do Líbano, lembra o g1. A guerra durou cerca de cinco semanas e resultou em significativas perdas humanas e materiais de ambos os lados.

    O conflito foi desencadeado pelo sequestro de dois soldados israelenses por membros do Hezbollah. Para Israel, o episódio foi uma gota d’água das tensões que se desenrolavam desde 2000. O governo israelense decidiu lançar um ataque em território libanês, deixando quase 1.200 mortos, majoritariamente civis, e cerca de um milhão de deslocados só dentro do país vizinho.

    Para além da Guerra do Líbano, confrontos e escaladas de violência de menor proporção ocorreram em diversos outros momentos.

    Receba notícias do Canal Urbs Magna no WhatsApp

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading