O ministro da Fazenda participa de uma mesa redonda com investidores estrangeiros em Manhattan para debater o Tropical Forest Finance Facility
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que países europeus manifestaram interesse em apoiar o Brasil no Tropical Forest Finance Facility – mecanismo de pagamento por desempenho que opera como um fundo soberano multilateral, cujos retornos líquidos são concedidos a países com florestas tropicais para proteger suas florestas naturais.
As florestas tropicais são ativos subvalorizados no enfrentamento de desafios de desenvolvimento sustentável, incluindo mudanças climáticas e manutenção da biodiversidade. Crucialmente, o TFFF pode fornecer um incentivo aos países com florestas tropicais sem sobrecarregar as finanças dos países que o patrocinam. E a moderna tecnologia de satélite fornece uma maneira fácil e precisa de medir resultados bem-sucedidos.
O objetivo é atrair investimentos privados por meio de aportes soberanos, onde cada US$ 1 público poderia gerar US$ 4 em financiamento privado. A participação de países como Alemanha, França, Inglaterra, Brasil e o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, poderia aumentar a captação de recursos privados para serviços ambientais e preservação florestal.
Haddad disse esperar que a proposta para a criação do TFFF seja validada até o fim do ano que vem pelos parceiros. O Brasil conta com apoio do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
“Como é voluntária, a partir do momento que alguns países começarem a aportar, outros se animam. Nós tivemos a sinalização de que alguns países europeus estão dispostos a somar com o Brasil”, afirmou o ministro, sem citá-los, conforme transcreveu o jornal O Estado de S. Paulo. Haddad diz ainda que a iniciativa é importante para o Brasil, mas também para países endividados, que seriam remunerados por serviços ambientais. “Isso poderá aliviar um pouco a carga do peso da dívida desses países”.
O ministro da Fazenda participa de uma mesa redonda com investidores estrangeiros em Manhattan, Nova Iorque (EUA), justamente para debater o TFFF e, por ora, esse é o único compromisso oficial na agenda do ministro, diz o jornal.
Há a expectativa de que o Haddad ministro participe também de uma reunião com representantes da agência de classificação de risco Fitch Ratings, no esforço do Brasil de recuperar o selo de grau de investimento, perdido em 2015. Ontem, o ministro da Fazenda se reuniu com a S&P e a Moody’s.
