Em MG, ele criticou duramente a proposta bolsonarista a manifestantes golpistas terroristas de 8/1 e reforçou o compromisso com a democracia e soberania nacional
Brasília, 26 de julho de 2025
Em um evento em Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado e do Congresso Nacional, fez duras críticas à proposta de anistia ampla aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.
Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Pacheco classificou os episódios como uma tentativa de golpe de Estado, com planos e minutas que atentaram contra a democracia.
Ele destacou que os responsáveis não podem tratar o ocorrido como “um passeio no parque” e defendeu que as instituições, como universidades, movimentos sociais e sindicatos, reagiram para proteger o regime democrático.
Pacheco também acusou os mesmos grupos que negaram a democracia de rejeitarem a ciência durante a pandemia de Covid-19, resultando em mais de 700 mil mortes no Brasil, e de desvalorizarem universidades públicas e institutos federais.
Ele enfatizou a importância de uma educação estruturante como resposta a esses movimentos antidemocráticos, reforçando que a anistia aos golpistas deve ser resistida por todos os “homens públicos responsáveis”.
O senador ainda elogiou o papel de Lula na preservação da soberania nacional, especialmente em meio à crise tarifária com os Estados Unidos, destacando a experiência e respeitabilidade do presidente.
No discurso, Pacheco exaltou a relevância de professores, juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) e da imprensa na defesa da verdade e do Estado de Direito, especialmente em tempos de desinformação nas redes sociais, que ainda carecem de regulação no Brasil.
Ele destacou que esses atores são fundamentais para combater mentiras e preservar a democracia, que foi “vilipendiada” em 2022 e 2023.
O senador também reforçou a necessidade de vigilância contra movimentos antidemocráticos, citando a importância de todos os setores da sociedade, incluindo partidos políticos e profissionais da saúde, na reconstrução do país.
Pacheco abandona aparência de 'moderado', radicaliza com discurso de extrema esquerda e fala em resistir à anistia pic.twitter.com/sbESS2WdiR
— Marinês Araldi (@MARINESARALDI) July 26, 2025
A fala de Pacheco ocorre em um momento em que ele é cotado como possível candidato ao governo de Minas Gerais em 2026, com apoio de Lula, que o levou ao palanque durante o evento que anunciou investimentos de 1,2 bilhão de reais em escolas para comunidades indígenas e quilombolas.
A postura firme do senador contra a anistia e sua aproximação com Lula geraram reações nas redes sociais, com críticos acusando-o de abandonar a moderação e adotar um discurso alinhado à esquerda.
Apesar das críticas, Pacheco reforça seu compromisso com a democracia e a soberania, sinalizando apoio à reeleição de Lula em 2026.









Alguém concorda comigo que o Pacheco deve ser o vice do Lula?
ISSO MESMO PACHECO!
Os comentários estão fechados.