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Pacheco se irrita com dramatização sobre o aborto feita no Senado por contadora de histórias (vídeo)

    Essa agulha não, quero continuar vivo“, gritava a atriz convocada por Eduardo Girão, na sessão para o debate da assistolia fetal, recomendada pela OMS – ASSISTA

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    O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), demonstrou irritação com uma sessão no plenário da Casa para debater a assistolia fetal, recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para casos de aborto após 20 semanas de gestação, informa o ‘Metrópoles‘.

    A sessão foi realizada a pedido do senador Eduardo Girão (Novo-CE) e ocorreu em meio à discussão do projeto de lei que equipara aborto após 22 semanas ao crime de homicídio.

    Pacheco criticou a dramatização no plenário feita por uma contadora de histórias, conforme a transcrição do vídeo (leia e assista abaixo), defendendo que a discussão do tema deveria considerar várias perspectivas, critérios técnicos e científicos, além de dar voz às senadoras.

    “Será? Será que é isso mesmo? Será que vou antecipar o meu parto? A ameaça persistia? Não! Não acredito! Essa agulha. Não! Quero continuar vivo! Vai doer, eu sei! Vai doer muito! Não façam isso! Vocês também vão sofrer! Por Deus! Eu imploro! Ainda é possível!”, disse a atriz, em gritos estridentes, que depois passou a uma narrativa:

    No instante final, um grito silencioso ecoou dentro daquela barriga. Uma súplica desesperada por misericórdia”, afirmou. Depois ela gritou ainda mais alto: “Naaaaaaaaooooo!”. E novamente passou a narrar:

    “O bebê sentiu a dor intensa e por um momento a escuridão tentou envolve-lo. Mas sua vontade de viver era indomável. Ele lutou…”.

    Assista a seguir e leia mais depois:



    O Senado Federal debateu, nesta segunda-feira (17/6), a proibição do Conselho Federal de Medicina (CFM) a assistolia fetal para interrupção de gravidez em casos de estupro, como previsto em lei.

    A sessão foi aberta com a performance de Nyedja Gennari, que interpretou um texto dramático fazendo referência à técnica de assistolia fetal, usada na interrupção da gravidez nos casos de aborto previsto em lei, para interromper os batimentos cardíacos do feto, antes da retirada.

    O senador Eduardo Girão (Novo-CE), autor do requerimento, solicitou a participação de representantes do CFM, Ministério da Saúde e organizações da sociedade civil envolvidas no assunto.

    O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, no fim de maio deste ano, o julgamento sobre a legalidade da resolução do CFM contra assistolia fetal. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, derrubou a proibição do Conselho de Medicina.

    Eduardo Girão, por sua vez, criticou a decisão do STF. “Não é possível que o ordenamento jurídico brasileiro permita a tortura de pessoas no ventre”.

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