
PABLO MARÇAL na expedição ao topo do Pico dos Marins, no interior de São Paulo | Imagem reprodução
Juíza encontra indícios suficientes para processo criminal contra o influenciador no caso do Pico dos Marins – SAIBA MAIS
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Brasília, 20 de maio de 2025
O influenciador e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), tornou-se réu por homicídio qualificado na forma tentada, acusado de colocar em risco a vida de 32 pessoas durante uma expedição ao Pico dos Marins, em Piquete (SP), em janeiro de 2022.
A juíza Rafaela D’Assumpção Cardoso Glioche, da Vara Única de Piquete, aceitou a denúncia do Ministério Público, que aponta que Marçal liderou o grupo sem equipamentos adequados e ignorou alertas da Defesa Civil sobre condições climáticas adversas, como chuvas e ventos fortes.
O grupo enfrentou risco de hipotermia e precisou ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros após nove horas de operação, conforme detalhado por Metrópoles.
A investigação, conduzida pela Polícia Civil de Piquete, foi prorrogada por 90 dias em julho de 2024, após o Ministério Público considerar a apuração inicial “prematura e ineficaz”.
Marçal, que cobrava cerca de R$ 3 mil por participante, nega responsabilidade, afirmando que subiu a montanha após o grupo e que cada pessoa era responsável por suas ações.
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Ele também tentou, sem sucesso, trancar o inquérito no Tribunal de Justiça de São Paulo.
A Justiça proibiu o influenciador de realizar atividades externas na natureza sem autorização prévia, medida que ele alega não ter descumprido.
A denúncia destaca que Marçal desrespeitou contraindicações de guias especializados, promovendo a escalada em uma “não temporada” de montanhismo, com risco iminente à segurança dos participantes.
O Ministério Público de São Paulo argumentou que o influenciador tinha ciência dos perigos, mas prosseguiu, vangloriando-se de proporcionar “o pior ano da vida” aos envolvidos.
A promotora Renata Galhardo Cheuen solicitou os antecedentes criminais de Marçal em São Paulo, Goiás, Bahia e Distrito Federal, além de processos no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, onde ele já foi condenado por furto qualificado em 2010, embora a pena tenha prescrito.
O caso, que ganhou repercussão nas redes sociais, reforça a controvérsia em torno de Marçal, já investigado por outros crimes, como falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.
A defesa do influenciador alega que as acusações são infundadas e planeja recorrer.
Com o processo em andamento, a Justiça agora avaliará as provas para determinar a responsabilidade de Marçal no incidente que colocou dezenas de vidas em risco.












