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Pablo Marçal é o mais escolhido por infratores ambientais que injetam R$ 8,4 milhões no pleito municipal de 2024, diz Folha

    Pablo Marçal – divulgação SBT

    Segundo o jornal, ele recebeu dinheiro de 44 apoiadores com autuações e arrecadou R$ 5.700, quantia discreta no bolo de R$ 3 milhões prestados até agora. A candidatura de Marçal é composta de várias pequenas doações, diz o jornal

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    Ao menos R$ 8,4 milhões foram injetados nas eleições municipais de 2024 por meio de doações de 836 pessoas físicas já multadas pelo Ibama desde 2005. O montante financia a campanha de 1.059 candidatos.

    Cidades com grande influência do agronegócio se destacam com maior recebimento de repasses de autuados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), informa a Folha de S. Paulo.

    Pablo Marçal (PRTB), autodenominado ex-coach que disputa a Prefeitura de São Paulo, é o candidato mais escolhido por cidadãos com alguma multa ambiental, diz o texto. Ele recebeu dinheiro de 44 apoiadores com autuações e arrecadou R$ 5.700, quantia discreta no bolo de R$ 3 milhões prestados até agora. Segundo a matéria, a candidatura de Marçal é composta de várias pequenas doações.

    Um terço dos doadores é reincidente, possuindo mais de uma multa ambiental entre 2005 e agosto de 2024, diz o texto. Outra parcela (67%) foi autuada uma única vez no mesmo período. Entre os doadores multados, também é possível encontrar sócios de empresas ligadas ao agronegócio.

    Dentre os partidos contemplados com doações de infratores, três concentram quase a metade dos repasses: PSDB (R$ 1,4 milhão), MDB (R$ 1,3 milhão) e União Brasil (R$ 1,2 milhão). Juntas, essas siglas possuem 320 candidatos financiados por multados do Ibama.

    Não é ilegal receber verba de autuados, o processo administrativo é composto por diversas etapas e pode haver recurso. As etapas incluem defesa, julgamento e possibilidade de recurso, que podem levar anos.

    A legislação proíbe, desde a reforma eleitoral de 2015, que empresas façam doações para candidatos, na tentativa de limitar a influência de setores econômicos nas decisões públicas. Para impedir que empresas utilizem intermediários, a norma também estabelece que pessoas físicas podem doar até 10% do seu rendimento bruto do ano anterior à eleição.

    Considerando as duas últimas décadas, as doações provindas de infratores ultrapassam R$ 578 milhões em valores nominais, em 1.412 processos. O bioma amazônico é o mais citado nas multas.

    Foram cruzados dados de autuações ambientais do Ibama (aplicadas entre 2005 até 11 de setembro de 2024) com a prestação parcial de contas de candidatos divulgada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na segunda-feira (16/9).

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