Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

“Os números” de Lula III “dizem o contrário” do que mostra o BC, afirma Míriam Leitão: “Perdeu a razão”

    A colunista com foco na Economia, do ‘Globo‘, alardeia que a autoridade monetária está negando “as óbvias melhoras nos indicadores, nos cenários, nos preços, no balanço de riscos, nas análises do próprio mercado

    “… o BC está errando mesmo“, escreve a colunista com foco em Economia, do jornal ‘O Globo‘. “Mas afinal o que quer o Banco Central? Ele tem o diagnóstico de que o antibiótico ainda não debelou a infecção. Baseado em quê não se sabe, porque os números não socorrem o Banco Central“, completa.

    A colunista afirma que o Banco Central está negando “as óbvias melhoras nos indicadores, nos cenários, nos preços, no balanço de riscos, nas análises do próprio mercado“.

    A jornalista vê o que todos veem. O sucesso do governo Lula III: “Houve uma deflação de vários preços, tanto que o índice que mede a variação dos preços por atacado e de matérias-primas (IGP-M) mostra a maior queda da história, -6,72%“, escreve, prosseguindo na enumeração de outros fatores positivos trazidos pela volta do estadista Luiz Inácio Lula da Silva (PT):

    Há também uma desinflação em curso em outros bens e serviços. Que há menos risco no cenário brasileiro pode se ver, por exemplo, no CDS (Credit Default Swap). Estava em 265 pontos em 20 de março, caiu para 184 no dia anterior à reunião do Copom e na sexta estava em 177“, aponta.

    Isso quer dizer que o seguro para empréstimo ao Brasil caiu mais de 80 pontos em três meses, ou seja, a percepção de risco melhorou.25“, desenha a colunista, que segue em sua crítica à autoridade monetária independente:

    O Banco Central olha para o mercado de trabalho e acha que o emprego está alto. Dito assim parece uma coisa macabra, mas o fato é que na equação que economistas fazem, o desemprego muito baixo é sinal de perigo de alta de inflação“, afirma a colunista, que a seguir destrói a argumentação do presidente da instituição, Roberto Campos Neto:

    Na ata da reunião de maio, o Copom disse o seguinte: “O mercado de trabalho, que surpreendeu positivamente ao longo de 2022, tem apresentado resiliência, com aumento líquido dos postos de trabalho e relativa estabilidade na taxa de desemprego”. O raciocínio é: se o emprego está alto, haverá mais renda e isso pressionará a demanda que elevará a inflação“, pontua.

    Míriam Leitão insiste que, “de novo, o diagnóstico do BC pode estar errado” e que “há dúvidas sobre se o mercado de trabalho está mesmo bom e se há qualquer crescimento da demanda.

    Os números de atividade econômica, de consumo, produção e investimento tendem a cair.

    O PIB do primeiro trimestre foi um ponto fora da curva. Dados fracos podem empurrar mais o BC para o córner no qual ele se colocou“.

    Um dado ajuda a ver o descolamento entre o BC e a realidade. Na véspera da reunião do Copom, mais de 90% do mercado financeiro apostava que os juros cairiam em agosto. Depois da reunião, esse número despencou. Numa pesquisa da XP, 48% disseram que não haverá mudança de juros em agosto, 41% avaliaram que muda, mas apenas 0,25 ponto percentual. Só 11% previram corte de meio ponto. Haverá apenas quatro reuniões até o fim do ano e os juros futuros apontavam para um ponto e meio de corte. O movimento de mudança das projeções mostra que a autoridade monetária está formando expectativas negativas“.

    E é nesse ponto perigoso em que o país está. Crítica de políticos e de empresários aos juros altos é normal, o complicado é quando o BC perde a razão. Pior é se o governo sair das críticas verbais para uma proposta de mudança institucional. Isso será um desastre”, adverte a jornalista.

    Até a próxima reunião haverá tempo para o BC mudar a rota. Nessa semana sai a ata e ela será escrutinada atrás de um sinal de abertura. Na quinta, o Conselho Monetário Nacional vai discutir a meta de inflação para os próximos anos. O BC tinha uma proposta de manter a meta, mas sair do ano calendário para a meta contínua. Vamos ver o que Roberto Campos Neto defenderá na reunião com o ministro Fernando Haddad e a ministra Simone Tebet“.

    O presidente Lula assumiu depois do mais perigoso governo que o país teve desde a redemocratização. Nesta semana, o ex-presidente Bolsonaro deve ficar inelegível. Para afastar as sombras que ainda pairam sobre o país será fundamental ter bom desempenho econômico. Nem tudo depende da taxa de juros, mas se ela permanecer desnecessariamente alta é uma trava e tanto. Resolver isso com intervenção será a pior das emendas“, finaliza a colunista.

    1 comentário em ““Os números” de Lula III “dizem o contrário” do que mostra o BC, afirma Míriam Leitão: “Perdeu a razão””

    1. Discordo da colunista, uma intervenção, nesse contesto, só não será melhor do que uma renuncia:
      1-será um recado que a sociedade brasileira não suporta mais pessoas mau intencionadas ou incompetentes;
      2-certeza que os juros irão baixar de imediato e continuará baixando até chegar no patamar ideal.

    Os comentários estão fechados.

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading