Os Bares reabriram: participe da linha ascendente da covid-19; subtraia-se dos quase 8 bilhões da Terra; faça parte dessa conta

05/07/2020 0 Por Redação Urbs Magna
𝐔𝐌 𝐁𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥 – Nos úlimos dias da semana que acaba de ser encerrada, o jornal O Globo trouxe, aos seus leitores, ao menos quatro publicações, de quatro autores distintos, sobre a perigosa reabertura de bares e restaurantes na Cidade Maravilhosa, o Rio de Janeiro, mas que valem para quaisquer dos milhares de municípios brasileiros, com uma abordagem especial para um dos bairros cariocas mais badalados por sua vida noturna considerada, por muitos, ‘indispensável’ para se estar ‘na moda’ e ligado às tendências e acontecimentos… como se suas vidas dependesse disso. Conclui-se, então, que a vida de muitos depende de não fazer parte deste ledo engano.

A mídia dos Marinho publicou, na sexta-feira (3), um interessante infográfico com reportagem de Pedro Zuazo, imagens 3D de Felipe Nadaes, design de Ana CostaVinicius Machado, desenvolvimento de Gabriel Valverde e coordenação de Alessandro AlvimDaniel Lima, produzido após consulta aos especialistas Roberto Medronho (infectologista, professor e coordenador do GT Coronavírus da UFRJ), Guilherme Werneck (epidemiologista, vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco, professor da Uerj e da UFRJ) e Mario Roberto Dal Poz (sanitarista e professor do Instituto de Medicina Social da Uerj).

O texto, por si só, dispensa as representações a ele aplicadas para visualização online, mas, em um país onde grande parte ainda não compreendeu a seriedade com que a covid-19 necessita ser abordada, vale a ‘espiada’, especialmente, e eventalmente, quando a cognição do sujeito sobre o tema parece estar afetada por algum tipo de ‘bruxaria’ presidencial que minimiza a visão clara do que representam as quase setenta mil mortes e mais de 1,5 milhão de casos de infecção, de acordo com o ‘placar’ mais atualizado.

Sob o título “Riscos de contágio por covid-19 em um bar lotado”, O Globo cumpre uma missão que não é apenas sua, mas parece carregá-la sozinho em uma espécie de ‘peregrinação’ realizada por devoção à sua crença, neste caso com comprovação da ciência. Devoto da religião quarentenista, cujos fiéis são maioria na terra das ‘palmeiras onde cantam sabiás’, o jornal tenta atingir aqueles que subtituíram a hesitação sobre ‘acreditar ou não em Deus’ por ‘acreditar ou não no coronavírus’.

Leia a ‘cartilha’ do infográfico do Globo e a repasse a um boêmio amigo:

“Bar lotado, com pouco espaçamento entre mesas e aglomeração do lado de fora, é cenário cheio de oportunidades para uma pessoa infectada transmitir a outras o novo coronavírus. Na noite desta quinta-feira, primeiro dia de funcionamento dos bares no Rio desde o início da pandemia, boêmios não perderam tempo.

No Leblon, havia aglomerações do lado de fora dos bares e poucos usavam máscaras de proteção.

Em uma mesa com quatro pessoas que tenha um infectado entre elas… …as gotículas expelidas num bate-papo são suficientes para contaminar os demais.

Como o vírus fica em superfícies, se um garçom sem luvas recolher o copo usado pela pessoa infectada pode transportar o vírus para outros lugares e contaminar a si próprio.

Na fila do banheiro, se uma pessoa com o vírus tossir, espirrar ou simplesmente conversar com outros pode acabar infectando quem estiver por perto.

Ao entrar no banheiro, os locais onde o infectado tocar – maçaneta da porta, tampa do sanitário, descarga e torneira – são potenciais transmissores do vírus.

No clima de descontração do bar, alguns podem esquecer as regras de ouro e acabar se cumprimentando. O contato físico com um infectado é oportunidade para o contágio.

O infectologista da UFRJ Roberto Medronho alerta: “Se houver uma pessoa infectada nessa situação, pode infectar todos os que estiverem a menos de dois metros de distância“.

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