Orion: Brasil constrói laboratório ultrasseguro de R$ 1 bilhão para combater vírus mortais, inédito no mundo
O Presidente Lula observa uma maquete do Orion – laboratório para pesquisas avançadas em patógenos inédito no mundo |Jul/2024| Foto de Ricardo Stuckert/Montagem AgênciaGov
Complexo NB4, em Campinas (SP), será integrado ao Sirius e promete revolucionar a biossegurança na América Latina até 2026 – SAIBA MAIS
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Brasília, 15 de abril de 2025
Com um investimento de R$ 1 bilhão, o Brasil está erguendo o Laboratório Orion, o primeiro da América Latina com nível de biossegurança máxima (NB4), capaz de estudar patógenos letais como Ebola, Sabiá e Marburg.
Localizado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em Campinas (SP), o complexo de 20 mil m² será concluído em 2026 e operacional em 2028, após certificações internacionais.
O projeto, financiado pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), reforça a soberania nacional, eliminando a dependência de laboratórios estrangeiros para análises de vírus como o Sabiá, cujas amostras estão atualmente nos EUA, segundo a Agência FAPESP.
A iniciativa também capacitará cientistas brasileiros em parceria com instituições como o Instituto Robert Koch, da Alemanha.
O Orion é único no mundo por sua integração ao Sirius, o acelerador de partículas de luz síncrotron de 4ª geração, que permitirá análises tridimensionais de patógenos em escala nanométrica.
Equipado com filtros de ar ultrasseguros, protocolos rígidos e trajes especiais, o laboratório garantirá segurança total na manipulação de vírus de alta letalidade, como o Sabiá, que causa febre hemorrágica brasileira e matou duas pessoas em São Paulo em 2019, conforme reportado peloJornal da USP.
Além do NB4, o complexo incluirá unidades NB2 e NB3, ampliando a capacidade de pesquisa em saúde pública.
A construção do Orion responde a uma demanda histórica da comunidade científica brasileira, intensificada pela pandemia de Covid-19.
O laboratório possibilitará o desenvolvimento de diagnósticos, vacinas e tratamentos, além de vigilância epidemiológica contra futuras pandemias. Instituições como o Instituto Butantan e a Fiocruz já manifestaram interesse em colaborações.
O projeto também atrai parcerias internacionais com Alemanha, Suécia e EUA, posicionando o Brasil como líder global em biossegurança.
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Com o Orion, o Brasil não só preenche uma lacuna crítica na América Latina, mas também se prepara para enfrentar ameaças biológicas emergentes, impulsionado pela vasta biodiversidade do país, que abriga milhares de vírus desconhecidos.
O laboratório será um marco na ciência e na saúde pública, fortalecendo a capacidade nacional de resposta a crises sanitárias e consolidando o Brasil na vanguarda da pesquisa global contra pandemias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou a pedra fundamental do Laboratório Orion em 4 de julho de 2024, durante visita ao CNPEM.
Na ocasião, o estadista enfatizou o projeto como um marco para a educação e a soberania nacional, declarando: “Não faltará dinheiro para a educação no país. A educação é o oxigênio que faltou ao brasileiro na época da Covid”.
A repercussão no governo federal foi marcada por um discurso de fortalecimento da ciência e da saúde pública.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que o Orion posicionará o Brasil como líder em pesquisa científica global, enquanto a então ministra da Saúde, Nísia Trindade, reforçou sua relevância para a preparação contra futuras pandemias, integrando o eixo de emergências sanitárias do PAC.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciou R$ 7,5 bilhões para inovação em 2024, com juros de 2% ao ano, sinalizando o compromisso financeiro com o projeto. O Orion também é parte da política Nova Indústria Brasil (NIB), visando reduzir o déficit comercial de R$ 20-25 bilhões no setor de saúde, segundo o BNDES.
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