Após denúncias de Tagliaferro, senadores buscam apoio internacional e orientações jurídicas em resposta às graves acusações contra o procurador-geral – ENTENDA
Brasília, 03 de setembro de 2025
A oposição no Senado Federal intensificou suas ações contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, após denúncias feitas por Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesta quarta-feira (3/set), parlamentares decidiram protocolar um pedido de impeachment contra Gonet e um habeas corpus em favor de Bolsonaro, em resposta às acusações de irregularidades processuais levantadas por Tagliaferro.
As denúncias, que incluem suposta manipulação de provas e alinhamento indevido entre Gonet e Moraes, geraram forte repercussão e motivaram ações para buscar apoio internacional e orientações jurídicas.
Durante audiência na Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado, presidida por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Tagliaferro afirmou que Moraes teria ordenado a fabricação de relatórios técnicos para justificar operações da Polícia Federal contra empresários em agosto de 2022.
Ele também revelou conversas com Gonet, então vice-procurador-geral eleitoral, sugerindo que o procurador combinava alvos de investigações com o ministro do STF.
“O processo foi ao contrário. Em vez de começar com uma investigação e denúncia, Moraes e Gonet decidiam previamente quem seriam os alvos e, depois, fabricavam o caminho processual”, declarou Tagliaferro.
A oposição, liderada por senadores como Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF), aprovou a elaboração de um relatório com as denúncias para envio a organismos como o STF, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Além disso, o grupo busca apoio de governos estrangeiros, como os dos Estados Unidos, da Itália e da Argentina, enviando relatórios com as acusações.
A Embaixada da Itália foi acionada para garantir proteção a Tagliaferro, que está no país europeu desde julho de 2025, após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por violação de sigilo funcional e obstrução de justiça.
Damares Alves foi enfática ao pedir a suspensão do julgamento de Bolsonaro no STF, que começou no mesmo dia da audiência, por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
“O que estamos vendo aqui é uma grande violação de direitos humanos. Pessoas foram acusadas e presas, buscas e apreensões foram feitas com provas forjadas por um magistrado”, afirmou a senadora, conforme registrado pelo Estadão.
O julgamento, conduzido pela Primeira Turma do STF, envolve Bolsonaro e outros sete réus, com Gonet defendendo a condenação por crimes como organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A CSP também aprovou a disponibilização das denúncias de Tagliaferro às defesas dos réus do 8 de janeiro, com o objetivo de questionar a legalidade das provas usadas no processo.
Flávio Bolsonaro destacou que as acusações impactam diretamente a credibilidade do julgamento, classificando-o como “um linchamento comprovado por um modo de agir fora da lei”.
A oposição ainda solicitou proteção à família de Tagliaferro ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e exame pericial das provas apresentadas.
As reações internacionais também ganharam destaque. Parlamentares planejam protocolar as denúncias em organismos globais, com Girão defendendo que “isso tem de ser mostrado ao mundo”.
A estratégia inclui buscar apoio do governo de Donald Trump, que já criticou a Justiça brasileira em episódios anteriores relacionados a Bolsonaro.
No entanto, o gabinete de Moraes rebateu as acusações, afirmando que todas as investigações sobre desinformação e milícias digitais foram “oficiais, regulares e documentadas”.
A PGR ainda não se manifestou oficialmente sobre as novas denúncias, mas o vazamento do número de telefone de Gonet por Tagliaferro durante a audiência, transmitida pela TV Senado, gerou ironias entre os presentes, com comentários como “Vai dar ruim” .
A instituição recomendou que o procurador trocasse de número, e a Itália foi notificada sobre o pedido de extradição de Tagliaferro, solicitado por Moraes em 25 de agosto.
As denúncias de Tagliaferro intensificaram a polarização política no Brasil, com a oposição usando as acusações para questionar a legitimidade das ações do STF e da PGR.
No entanto, analistas apontam que o pedido de impeachment de Gonet enfrenta obstáculos, já que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem sinalizado resistência a processos contra membros do STF ou da PGR.
Além disso, a credibilidade de Tagliaferro é questionada, dado que ele enfrenta denúncias criminais e está foragido na Itália.
A articulação por anistia a Bolsonaro e aos réus do 8 de janeiro também ganhou força, mas depende de apoio político no Congresso, o que ainda é incerto.








Olha quanto mal essa corja de bandidos BOLSONARISTAS estão fazendo ao Brasil.Botando dúvidas nas pessoas contra nosso supremo nossa Justiça do Brasil. A lei n pode Vergara as mentiras sujas desses bandidos.CADEIA NELES
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