Irregularidades em contratos podem ter lesado cofres públicos em múltiplos estados
A PF e CGU deflagraram a Operação Mederi contra desvios na saúde no RN, com 35 mandados em oito cidades. Prefeito Allyson Bezerra de Mossoró é alvo por suspeitas de fraudes em contratos de insumos, incluindo sobrepreço e não entrega. Empresas como Dismed envolvidas; secretários investigados. Bezerra se diz à disposição. Caso pode impactar eleições locais.
Natal (RN) · 27 de janeiro de 2026
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta terça-feira (27/jan), a Operação Mederi, mirando um intrincado esquema de desvio de recursos destinados à saúde e manipulações em processos licitatórios, em ação no Rio Grande do Norte.
O epicentro das investigações recai sobre o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), cuja residência foi vasculhada por agentes federais, em um desdobramento que promete reverberar além das fronteiras potiguares.
A operação, que cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em oito municípios do estado – incluindo Mossoró, Natal, Apodi, Caraúbas, Felipe Guerra, Itaú, Rodolfo Fernandes e Tibau –, visa desmantelar uma rede criminosa especializada em fraudar contratos de fornecimento de insumos médicos.
De acordo com relatórios preliminares, as apurações revelam indícios de sobrepreço, entrega parcial ou inexistente de materiais, e qualidade inferior dos produtos destinados a hospitais e unidades de saúde pública.
Essas irregularidades teriam ocorrido em acordos firmados por empresas sediadas no Rio Grande do Norte, mas com ramificações em administrações municipais de diversos estados brasileiros.
As auditorias da CGU identificaram falhas graves na execução contratual, apontando para um prejuízo potencial aos erários públicos, conforme a CNN Brasil. Allyson Bezerra é um dos principais alvos, com buscas em sua casa particular.
Agentes da PF arrombaram a sede de uma empresa investigada, intensificando o drama da operação, informou o Blog do BG, de forma exclusiva, assim como o NOVO Notícias, que revelou o envolvimento da distribuidora de medicamentos Dismed, cujas operações são suspeitas de integrarem o esquema.
Secretários municipais também figuram entre os investigados, ampliando o escopo para além do prefeito.
Os alvos poderão responder por delitos como desvio de verbas públicas, fraudes em contratações administrativas e, possivelmente, lavagem de dinheiro, conforme nota oficial da PF.
Em meio ao turbilhão, Allyson Bezerra emitiu uma nota à imprensa, declarando: “Estou à disposição das autoridades para esclarecer qualquer dúvida e confio na lisura de minhas ações administrativas”, conforme transcrição no Agora RN.
A operação surge em um contexto de escrutínio crescente sobre a gestão de recursos federais repassados via emendas parlamentares, com a CGU enfatizando a necessidade de transparência em setores vitais como a saúde.
Essa investida federal não é isolada; ela ecoa outras ações recentes contra corrupção em prefeituras nordestinas, reforçando o compromisso das instituições em coibir abusos que comprometem o atendimento à população.
Analistas políticos observam que o caso pode influenciar o cenário eleitoral local, especialmente com Mossoró sendo a segunda maior cidade do estado.
Novas fases da operação podem ser anunciadas em breve, com análise de documentos apreendidos.

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