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Operação da PF contra PM-DF prende comandante e mais seis, por ‘profunda contaminação ideológica’ sobre o 8/1

    O comandante da PMDF, Klepter Rosa Gonçalves, em foto de Carlos Vieira / CB / DA Press | O ex-presidente inelegível, Jair Bolsonaro, em foto de Cristiano Mariz / ‘O Globo‘ | Sobreposição de imagens

    Investigação constatou que oficiais da corporação são adeptos “de teorias conspiratórias sobre fraudes eleitorais e de teorias golpistas

    A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira (18/8) o comandante da PM-DF (Polícia Militar do Distrito Federal), Klepter Rosa Gonçalves, em operação que também tem outros seis alvos que integram a corporação, como o ex-comandante Fabio Vieira.

    Os integrantes da cúpula da PM foram denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) sob suspeita de omissão no dia dos ataques aos prédios dos três Poderes.

    A PGR diz que a investigação constatou que havia “profunda contaminação ideológica” entre os oficiais da PM do DF, conforme transcreve a ‘Folha de S. Paulo‘.

    Integrantes do comando da PM se mostraram adeptos “de teorias conspiratórias sobre fraudes eleitorais e de teorias golpistas“, diz o órgão.

    Outro motivo para as prisões, diz a Procuradoria, foi o fato de a cúpula da PM ter recebido informações de inteligência sobre a possibilidade de ataques aos prédios públicos antes do 8 de janeiro.

    As informações, diz, “indicavam as intenções golpistas do movimento e o risco iminente da efetiva invasão às sedes dos Três Poderes“.

    Segundo as provas existentes, os denunciados conheciam previamente os riscos e aderiram de forma dolosa ao resultado criminoso previsível, omitindo-se no cumprimento do dever funcional de agir“, disse a PGR em nota.

    Klepter Gonçalves assumiu o comando da PM após o 8 de janeiro, escalado pelo interventor na segurança pública do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, para assumir a posição de forma interina.

    Ele tinha sido responsável pela atuação do efetivo policial na posse do presidente Lula (PT).

    O comandante foi o responsável por autorizar dias de folga do coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, então chefe do Departamento Operacional da corporação, no dia 8 de janeiro.

    Naime era o chefe do setor responsável por elaborar o plano de segurança na capital federal para evitar os ataques golpistas.

    Ele foi exonerado do posto após os atos antidemocráticos.

    Ele também foi denunciado pela PGR e está preso após ser alvo da operação Lesa Pátria.

    Embora as investigações sejam conduzidas pela PF, por ordem de Alexandre de Moraes, foi a PGR comandada por Augusto Aras que solicitou as prisões cumpridas nesta sexta-feira e denunciou os policiais militares.

    Um mês após os ataques, em 7 de fevereiro, integrantes da cúpula da PM já tinham sido alvos da operação Lesa Pátria, deflagrada pela PF.

    À época foram presos o coronel Naime, detido até hoje, o major Flavio Silvestre de Alencar, o capitão Josiel Pereira César e o tenente Rafael Pereira Martins.

    Enquanto a PGR pede a prisões, a PF segue atualmente quatro frentes de investigação abertas após os atos de 8 de janeiro.

    Uma delas mira os possíveis autores intelectuais, e é essa frente que pode alcançar Bolsonaro.

    Outra tem como objetivo mapear os financiadores e responsáveis pela logística do acampamento e transporte de bolsonaristas para Brasília.

    O terceiro foco da investigação PF são os vândalos.

    Os investigadores querem identificar e individualizar a conduta de cada um dos envolvidos na depredação dos prédios históricos da capital federal.

    A quarta linha de apuração avança sobre autoridades omissas durante o 8 de janeiro e que facilitaram a atuação dos golpistas.

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