Onda de violência no Ceará parece incentivada pelo ‘Governo Provisório Bolsonaro’ como parte de um plano contra Estados do Nordeste governados pelo PT

13/01/2019 0 Por Redação Urbs Magna

As recentes afirmações de Camilo Santana, Governador do Estado do Ceará pelo Partido dos Trabalhadores, elogiando a ação do Ministro da Justiça, Sergio Moro, não repercutiram muito bem no meio progressista. Entre muitas declarações, Santana disse que o ex-juiz de Curitiba, algoz de Lula tendo-o condenado sem provas, é “aliado” e, por si só, a atribuição deste adjetivo ao homem que destruiu o sonho de soberania da nação brasileira, causa mal-estar em toda a esquerda.

Brasão da Força Nacional de Segurança Pública

Santana foi obrigado a pedir ajuda à esfera federal para conter a onda de violência que ultrapassou os limites da normalidade e que foi motivada por declarações de que deixaria de dividir os prisioneiros por facções dentro dos presídios, bem como de que endureceria o controle da criminalidade em todo o território de sua competência. Assim, 500 homens da Força Nacional de Segurança Pública, criada em 2004 durante a gestão Lula, foram enviados, para atuação no Ceará, por Sergio Moro, que agora gestiona, de seu Ministério da Justiça, a Secretaria de Segurança Pública.

A partir de então, o Presidente Jair Bolsonaro elogiou a atuação do, assim como ele também antipetista, Sergio Moro e provocou Camilo Santana com uma declaração ridícula sobre seu ministro: “Atendeu Estado cujo governador é radical a nós“. Como se o ex-capitão do Exército morresse de amor pela ‘petralhada vermelha’ e como se o Ceará merecesse sucumbir no caos da violência, caso não resolvesse o conflito sozinho sendo responsabilidade única de seu Governador.

Sabemos que a esquerda não suporta Sergio Moro por motivos satisfatoriamente compreensíveis, tampouco Bolsonaro “recebe o [mesmo] afeto que se encerra no peito juvenil”, mencionado no Hino à Bandeira Nacional. Mas o fato é que agora a extrema-direita dá o tom da música que o povo deverá dançar para sobreviver, mesmo que a grande maioria não tenha optado pelo ódio a Lula e ao PT. Não, a maioria não elegeu o ‘coiso’ e isso pode ser explicado por uma matemática mais simples do que se imagina: nas eleições de 2018, que deram a vitória a Bolsonaro com 57.797.847 votos, havia um total de 147.305.155 eleitores e a subtração desta conta dá 89.507.308 que não votaram no candidato do PSL, ou seja, para o pesselista representar a maioria dos brasileiros precisaria superar 73.652.578 pessoas. O que se viu foi uma abstenção absurdamente elevada de 31.371.704 do eleitorado somada à irresponsabilidade de 11.094.698 que votaram em branco ou nulo, cuja soma alcança 42.466.402 votos invalidados.

Mas não adianta chorar sobre o leite derramado porque o tempo não para, muito menos volta atrás. As mentiras orquestradas via WhatsApp atingiram o âmago do coitado do brasileiro, que sempre foi enganado pelos vilões da soberania como Sergio Moro e todos os neoliberais que, falando bem a verdade, só querem se dar bem e o povo que se lasque. E uma mentira transforma e reforça a outra, até o ponto que eles queriam: torná-la verdade, ainda que provisória. Os caras são mestres nisso. Isso se tornou possível por culpa deste povo mentecapto que nos rodeia e nos faz sentir ‘minoria’.

E partindo-se da premissa do parágrafo acima, tendo sido este Governo eleito à base de Fake News, e tomando-se como ensinamento o provérbio popular de que ‘A mentira tem pernas curtas’, o que fazer para mantê-lo uma vez que a previsibilidade nos aponta para a instabilidade gradativa até o ponto da saturação? Ou seja, como aumentar o prazo de validade de toda esta falsidade política que nos foi imposta?

A resposta é especulativa e foi extraída do raciocínio objetivo dos praticantes desta política cheia de agressividade que presenciamos dia após dia e que e nos remete de volta ao título desta matéria: incentivando-se ações que venham tirar a força da oposição de modo a culpabilizá-las pelas movimentações de linhas ideológicas básicas, como não deixam de sê-las todas as facções da criminalidade atuantes no Brasil e, em especial, no Estado do Ceará.

De Dino Barsa para o Et Urbs Magna

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