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Onça-pintada que atacou caseiro o arrastou por 300 metros e o devorou na entrada da toca, em mata fechada (vídeo)

    Onça-pintada que atacou caseiro o arrastou por 300 metros e o devorou na entrada da toca, em mata fechada (vídeo)

    Onça-pintada capturada em pesqueiro onde caseiro foi atacado e devorado – imagens reprodução PMA via g1


    Animal poderia estar com dificuldade para caçar presas naturais – ASSISTA e SAIBA MAIS

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    Brasília, 24 de abril de 2025

    Na segunda-feira (21/abr), um caseiro de 60 anos, identificado como Jorge Ávalos, foi atacado e morto por uma onça-pintada na região do pesqueiro Touro Morto, no Pantanal sul-mato-grossense, entre os rios Miranda e Aquidauana.

    O ataque ocorreu por volta das 5h30, enquanto Jorge, que trabalhava há 20 anos no local, estava em um deck próximo à sua residência, possivelmente fazendo café.

    Vestígios de sangue, vísceras e pegadas de onça foram encontrados por turistas que visitaram o pesqueiro para comprar mel, e a Polícia Militar Ambiental (PMA) foi acionada.

    Os restos mortais de Jorge foram localizados no dia seguinte, 22 de abril, a cerca de 280-300 metros do local do ataque, em uma área de mata fechada, próximo a uma toca onde a onça repousava.

    Durante as buscas, uma equipe da PMA foi atacada por uma onça, que feriu um dos membros, mas recuou após disparos de advertência.

    Helicópteros, drones e embarcações foram usados devido ao difícil acesso à região.

    Na madrugada de quinta-feira (24/abr), um macho de 94 kg descrito como “muito magro”, foi capturada por uma força-tarefa composta por policiais ambientais, o pesquisador Gediendson Ribeiro de Araújo, da UFMS, e guias locais.

    O animal foi levado ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) em Campo Grande para exames médicos, que buscam esclarecer as circunstâncias do ataque.

    Não há evidências definitivas de que a onça capturada é a mesma que matou Jorge, mas a magreza do animal sugere dificuldade em caçar presas naturais, o que pode ter contribuído para o ataque.

    Especialistas, como o biólogo Gustavo Figueiroa, destacam que ataques de onças a humanos são raros e geralmente ocorrem por fatores como escassez de alimento, comportamento defensivo, período reprodutivo ou práticas como a “ceva” (alimentação artificial para atrair animais), que pode habituar onças à presença humana.

    No caso, o cheiro de mel manipulado por Jorge pode ter atraído o felino.

    Ambientalistas temem retaliações contra onças devido à repercussão do caso, e o Instituto Homem Pantaneiro reforça a importância de medidas para coexistência segura, como cercas eletrificadas e evitar circulação noturna em áreas de risco.

    O corpo de Jorge foi velado em Anastácio, e a identificação formal foi feita por DNA.

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    O caso, registrado inicialmente como desaparecimento, é investigado como morte por causa indeterminada, com laudos periciais pendentes.

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