Oito mulheres desaparecem por dia durante a quarentena no Peru – feminicídio em alta

28/07/2020 0 Por Redação Urbs Magna

Autoridades ignoram apelos de familiares e até dizem que elas saem de casa porque querem, relatam ONGs feministas

Solsiret Rodríguez, estudante universitária e ativista contra a violência de gênero, estava desaparecida desde 2016, até que foi encontrada mutilada em Lima.

No Peru, uma média de 8 mulheres por dia estão desaparecendo durante a pandemia de coronavírus. Na quarentena, mais de 900 mulheres, entre crianças e adolescentes, sumiram nos três meses e meio do isolamento que o país promove em todo o seu território. Lá, o feminicídio está em alta.

As informações são da Defensoria do Povo, nesta segunda-feira (27), que ainda disse que houve um aumento em comparação com números anteriores, uma vez que o desaparecimento de mulheres é um problema endêmico no Peru.

A ouvidoria afirma que antes do confinamento, eram relatados em média cinco casos por dia, mas o número subiu para oito durante a crise de saúde, diz a publicação no G1.

Dentre todos os casos quantificados, meninas e adolescentes desaparecidas excedem os 70%, o que pode ser ainda maior devido a falta de registros policiais.

ONGs feministas dizem que promotores não investigam estes casos d dizem que as mulheres saem pela própria vontade.

Além disso a polícia ignora o alto número de feminicídios, tráfico de seres humanos e prostituição forçada no país, argumentam representantes das organizações em favor das mulheres.

Um exemplo disso: o corpo de Solsiret Rodríguez, estudante universitária e ativista contra a violência de gênero, foi encontrado mutilado em Lima.

Ela estava desaparecida desde 2016 e as autoridades não demonstravam preocupação.

Em 2 meses da quarentena no Peru ocorreram 12 feminicídios e outras 26 tentativas, 226 meninas e adolescentes foram vítimas de abuso sexual e 27.997 denúncias de violência doméstica foram realizadas por telefone.

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