ODEBRECHT PAGOU PROPINA DE R$ 23 MILHÕES A SERRA, O VAMPIRO DE SÃO PAULO, APÓS RECEBER INDENIZAÇÃO

03/06/2018 0 Por Redação Urbs Magna

Documento confidencial da DERSA¬¹ mostra que a estatal paulista responsável pelas rodovias pagou R$ 191,6 milhões à Odebrecht, por meio de um acordo de 2009 que foi fraudado.

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A informação está no inquérito que investiga o pagamento de propina ao então governador José Serra (PSDB), o vampiro de São Paulo. O montante equivale, hoje, a R$ 463,8 milhões e, segundo a delação da Odebrecht, a DERSA só aceitou pagá-lo após a empreiteira acertar uma propina de R$ 23,3 milhões a Serra, que seria utilizado na campanha presidencial de 2010 em que foi derrotado por Dilma Rousseff.

Como relata reportagem de Mario César Carvalho, na Folha de S. Paulo, a fraude teria ocorrido dentro da estatal, de acordo com um perito contratado para analisar o processo judicial e o acordo com um braço da Odebrecht para rodovias, a CBPO¬².

Duas obras viraram motivo de disputa entre a DERSA e a CBPO: a duplicação da rodovia Dom Pedro I e a construção da Carvalho Pinto, que foram contratadas em 1988 e 1990, respectivamente, no governo de Orestes Quércia.

Em janeiro de 2001, a CBPO ingressou com uma ação contra a DERSA na qual cobrava R$ 93,7 milhões na época (R$ 321 milhões hoje).

A CBPO perdeu em primeira instância, recorreu e o Tribunal de Justiça concluiu que os expurgos do Plano Real não feriam a lei, mas a DERSA deixou de aplicar correção monetária nos pagamentos que atrasara. A DERSA tentou reverter o resultado do julgamento no Superior Tribunal de Justiça em 2008, mas perdeu.

O ex-executivo da Odebrecht, Pedro Novis, contou em delação que foi logo após essa derrota que o então presidente do PSDB, o ex-senador Sérgio Guerra (1947-2014), pediu R$ 30 milhões, a quem atendeu a pedido de Serra. O destino do dinheiro seria a campanha presidencial de Serra de 2010, na qual perderia para Dilma Rousseff (PT). A Odebrecht topou contribuir com R$ 23,3 milhões, ainda segundo Novis, desde que a DERSA acertasse as dívidas que já se arrastavam por cerca de 20 anos.

  • ¬¹ (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) é uma sociedade de economia mista brasileira, controlada pelo Governo do Estado de São Paulo, cujo objetivo é construir, operar, manter e administrar rodovias e terminais intermodais, alguns deles através de remuneração por meio de praças de pedágio.
  • ¬² (Companhia Brasileira de Projetos e Obras) foi uma empreiteira brasileira antigamente parte integrante do Grupo Odebrecht, e inicialmente de propriedade do engenheiro Oscar Americano. A empresa foi criada em 1967. Em conjunto com a Construtora Norberto Odebrecht, construíram o Aeroporto Internacional do Galeão no Rio de Janeiro, sendo o campo de provas da nova parceria. Na década de 1980, a CBPO foi incorporada à Odebrecht. À época, sob a liderança de Mário Pimenta Camargo, era uma das maiores em faturamento entre as grandes construtoras brasileiras e tinha uma extensa lista de obras, pertencendo inclusive ao consórcio construtor da Usina Hidroelétrica de Itaipu.

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