![]() |
Além da corrupção que envergonha o Brasil nos últimos meses, foram abordados o desmonte da democracia, falta de transparência e atrasos em questões dos direitos humanos e meio ambiente
O secretário geral da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), Mathias Cormann, recebeu, na terça-feira (12/4), uma carta endossada por quatro entidades – Anistia Internacional Brasil, Human Rights Watch, Transparência Internacional-Brasil e WWF-Brasil – alertando sobre desmontes promovidos pelo atual governo que afetam o fortalecimento da democracia, o combate à corrupção, a transparência, os direitos humanos e o meio ambiente.
Após três meses do Brasil ter sido convidado para integrar o grupo, as entidades perceberam que a possível adesão pode passar a mensagem de que a organização não está atenta aos retrocessos recentes que ocorrem no país.
De acordo com transcrição feita pelo jornal o Globo, Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil, destacou o retrocesso legislativo, a paralisação de fiscalização e a redução de orçamento no que tange a política ambiental brasileira, após dizer que:
Segundo o texto da carta, as organizações pleitearam uma reunião com o secretário-geral para tentar uma “ampla e efetiva participação da sociedade civil” no processo de adesão ao bloco, com estipulação de metas e planos de ação a serem cumpridos, reconhecendo que a inclusão do Brasil em órgãos multilaterais pode ser positiva para o país por incentivar a adoção de boas práticas em diversas áreas de políticas públicas e o fortalecimento do Estado de Direito.
Segundo a diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, o povo está sendo afetado por violações de direitos humanos:
O diretor executivo da Transparência Internacional – Brasil, Bruno Brandão, disse que situações graves no país precisam ser avaliadas com independência:

