Presidente parabenizou “dedicação e competência exemplares” da FAB e do Itamaraty pelo acolhimento a todos os que viviam na região do conflito e quiseram usar a ‘Operação Voltando em Paz‘
“Parabéns para o Itamaraty e a FAB pela dedicação e competência exemplares na Operação Voltando em Paz, que buscou e acolheu os brasileiros que vivem na região do conflito e desejavam retornar ao Brasil“, afirmou neste domingo (12/11), em sua conta oficial na plataforma social ‘X’, o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a notícia de que o grupo de brasileiros acompanhado pelo Governo Federal que aguardava permissão de autoridades de Egito, Israel e da Autoridade Palestina finalmente cruzou a fronteira entre Gaza e Egito, no Portal de Rafah, nesta data.
Às 4h27 de hoje, uma postagem do Itamaraty informava que o “grupo de brasileiros e familiares já se” encontravam “no posto fronteiriço de Rafah, desde as 8 da manhã, hora local (3 da madrugada no horário de Brasília)” e que já haviam passado “pelo controle migratório palestino de Gaza e” estavam “se dirigindo para a estação do Egito (2 km de percurso de ônibus), para os trâmites migratórios de entrada naquele país“.
Mais tarde, às 5h41, no horário de Brasília, outro comunicado da pasta dizia que o “grupo de 32 brasileiros e familiares já se” encontrava “em território egípcio, onde foi recebido por equipe da embaixada do Brasil no Cairo, responsável pela etapa final da operação de repatriação“.
Na sequência, a conta oficial no microblog, do Ministério das Relações Exteriores, escreveu, no mesmo horário, que “duas pessoas do grupo que constava da lista original, de 34 nomes, desistiram da repatriação e decidiram permanecer em Gaza”.
Às 7h47 de Brasília, o Itamaraty voltou a postar sobre os brasileiros, desta vez com imagens em vídeo e fotos, e escreveu que “parte do grupo de brasileiros está concluindo trâmites de entrada no Egito, antes de todos seguirem para o Cairo“. Veja a seguir:
Às 9h11, a conta informou que “o grupo de 32 brasileiros e familiares que deixou a Faixa de Gaza na manhã de hoje” iniciaria “o deslocamento para o Cairo, em veículos providenciados pela embaixada do Brasil no Egito. Os 32 concluíram satisfatoriamente os trâmites migratórios para entrada no Egito“.
O Itamaraty escreveu que a “equipe da embaixada apoiou os trâmites de entrada dos brasileiros no Egito, e estima em seis horas o tempo do trajeto rodoviário até o Cairo, onde o grupo pernoitará hoje“.
“O voo da FAB de repatriação para o Brasil deverá decolar da capital egípcia na manhã de segunda-feira, 13/11“, completou, antes de relembrar que as “duas pessoas, que integravam a lista original de 34 nomes, confeccionada após ampla consulta à comunidade em Gaza, desistiram da repatriação antes do embarque para o posto de Rafah“.
“A travessia coroa um mês de intensos esforços diplomáticos do presidente Lula e sua equipe de governo para que a evacuação dos brasileiros e familiares de Gaza pudesse ser concretizada hoje“, pontuou a pasta, que não realizou nova postagem até o fechamento desta matéria.
De acordo com o portal do Governo Federal, “após o cruzamento da fronteira, o grupo embarca em um ônibus fretado” pela gestão Lula e seguirá “viagem até um aeroporto designado pelo Egito. A aeronave VC2, da Presidência da República, aguarda o grupo para iniciar o décimo voo de repatriação de brasileiros desde o início da crise no Oriente Médio“.
“Quando a aeronave da Presidência tocar o solo da capital federal, a Operação Voltando em Paz terá transportado um total de 1.477 passageiros, além de 53 animais domésticos. Três aeronaves da Força Aérea Brasileira e duas da Presidência da República foram utilizadas“, informou o Planalto, acrescentando as informações a seguir:
ACOLHIMENTO – Na chegada ao Brasil, o Governo Federal já tem uma operação de acolhimento montada. Em complemento ao apoio que terão de suas famílias no Brasil, eles terão à disposição serviços de abrigo, documentação e alimentação, além de apoio psicológico, cuidados médicos e imunização. Ficarão dois dias hospedados em Brasília.
“Alguns brasileiros já têm destino certo porque têm familiares aqui, então serão deslocados para esses locais. Uma parcela significativa, quase a metade do grupo, não tem onde ficar, mas o Governo Federal já disponibilizou, através do Ministério do Desenvolvimento Social, um local onde essas pessoas ficarão acolhidas. Vai ser no interior de São Paulo”, afirmou Augusto de Arruda Botelho, secretário nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segundo ele, não há prazo específico para o atendimento que será fornecido pelo Governo Federal aos repatriados. “Estamos preparados para o tempo que for necessário, para que essas pessoas possam se integrar ao nosso país. Não há prazo limite fixado. Estamos prontos para recebê-los da melhor forma. Eles ficarão em um local com longa experiência de acolhimento de refugiados da forma mais completa, mais digna, sem prazo”, concluiu.
ACOMPANHAMENTO – Durante o período em Gaza, os brasileiros tiveram acompanhamento diário da diplomacia brasileira. Receberam recursos para garantir alimentação, água potável, gás de cozinha e medicamentos, tiveram acesso a atendimento médico e psicológico de forma online. Além disso, foram estabelecidos em residências alugadas pelo Governo Federal em Khan Yunis e Rafah e fizeram deslocamentos seguros em ônibus fretados pela representação brasileira em Ramala. Tanto os veículos quanto os imóveis eram identificados e informados às autoridades de Gaza e de Israel para evitar bombardeios.
Por meio de aplicativos, os diplomatas brasileiros mantinham contatos diários com o grupo para identificar necessidades e garantir, dentro da realidade de uma zona conflagrada, que todos estivessem nas melhores condições até que o cruzamento da fronteira fosse autorizado pelas autoridades.
ARTICULAÇÃO – O trabalho do Governo Federal exigiu intensa articulação da diplomacia nacional e envolvimento direto do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na quinta-feira, 9/11, por exemplo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, teve o quarto contato telefônico com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, para garantir a presença dos nomes dos brasileiros nas listas de saída de estrangeiros.
AÇÃO DIRETA – O presidente Lula, desde o início do conflito, com um atentado terrorista executado pelo Hamas em 7 de outubro, manteve intensas tratativas. Condenou veementemente os ataques, exigiu a liberação de reféns israelenses e, diante da guerra estabelecida na região na sequência, atuou para garantir ajuda humanitária, por negociar uma possibilidade de cessar-fogo e para permitir a abertura da fronteira para o retorno dos brasileiros.
Lula teve diálogos por telefone com dirigentes dos Emirados Árabes Unidos, de Israel, da Palestina, do Egito, da França, da Rússia, da Turquia, do Irã, do Catar e do Conselho Europeu. Também conversou com os brasileiros em Gaza e com parentes de civis israelenses sequestrados pelo Hamas. O Brasil também presidiu em outubro o Conselho de Segurança da ONU e atuou de forma reiterada para tentar aprovar uma resolução consensual que ajude a levar ao diálogo e à paz na região.

Obrigado Lula, depois de trazer bolsonaristas mau agradecidos, agora sim, trouxe quem quem realmente merecia. Sejam bem vindos 😊.
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