O STF e a extrema-unção da Lava Jato

30/09/2019 0 Por Redação Urbs Magna
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Após o esquentar do sangue, com o julgamento do STF, em que esteve em jogo a expansão do direito de defesa nas considerações finais nos processos da Lava Jato, algumas considerações devem ser feitas na busca de uma compreensão de como ficam a Lava Jato, a política nacional e o judiciário, após o resultado que é um forte derrota da República de Curitiba


Com isso, deve-se compreender que o julgamento ainda não foi concluído, já que Dias Toffoli divergiu do relator Edson Fachin mas, deseja apresentar algumas condições, ou considerações, quando a corte retomar o julgamento.



Primeiro ponto a se considerar é que a decisão do STF, que já tem maioria de 6 a 3, pode gerar um enxurrada de habeas-corpus que devem ser julgados no Supremo, caso a corte não faculte uma decisão de repercussão geral, ou seja, para todos ou para a maioria dos casos.



O segundo ponto importante é a decisão de Dias Toffoli, presidente da STF que carrega a tira-colo um General do exército, como assessor direto. Toffoli tem representado, em diversos momentos, o pensamento geral das forças armadas em processos essenciais para o destino do Brasil. Assim, podemos deduzir que as forças armadas, em especial o exército, têm uma posição pela revisão da desgraça que foi a Lava Jato. Demonstra, também, que a Vaza Jato fez forte estrago na imagem de Moro, dentre os militares que, por sinal, já há dúvidas sobre a culpa de Lula. A extensão dessa dúvida será demonstrada nas considerações que Toffoli apresentará na retomada do julgamento.

O terceiro ponto é o estrago político que o governo atual encute sobre a compreensão da operação, já que Sérgio Moro é parte do internacionalmente desastroso governo Bolsonaro. O STF, deferente das cortes recursais, como o TRF-4, se preocupa e deve zelar pela boa imagem do judiciário brasileiro interna e externamente. Com uma operação já desmascarada por um dos jornalistas mais influentes do mundo, Glenn Greenwald e a ascensão de Bolsonaro, o STF pode começar a correr pata salvar o próprio pescoço internacional.

Quarto, os votos dos ministros Edson Fachin e Luís Roberto Barroso, foram a comprovação cabal das denúncias da Vaza Jato. Não se pode esquecer de Dallagnol dizendo, em tom de deboche: “O Fachin é nosso, aha uhu.” em referência ao encontro que os dois tiveram, logo após a suspeitíssima morte de Teori. Também, na mesma toada, nesta semana, conversas entre Dallagnol e Barroso, demonstram combinações e articulações nos porões da Lava Jato. Sim, a Vaza Jato é real e nem há quem tente refutar.

O quinto ponto é a mudança cheia de dúvida de Cármen Lúcia e, com mais certeza, de Rosa Weber. As duas demonstram que o STF se encontram no pico da montanha, no cume do gráfico de apoio à Lava Jato, quando as opiniões já começam a divergir e, pessoas como Fernando de Moraes, já demonstram posições críticas à antes sacrossanta operação de Curitiba.

O quinto ponto é a mudança cheia de dúvida de Cármen Lúcia e, com mais certeza, de Rosa Weber. As duas demonstram que o STF se encontram no pico da montanha, no cume do gráfico de apoio à Lava Jato, quando as opiniões já começam a divergir e, pessoas como Fernando de Moraes, já demonstram posições críticas à antes sacrossanta operação de Curitiba.

Todos os pontos anteriores demonstram que a Lava Jato já não goza de tanto prestígio de outrora, nem com a Globo demonstrando seu ódio e indignação, concedendo quase 10 minutos do Jornal Nacional à biles do ministro Barroso. Porém, a operação não está morta, apenas começou a receber a extrema unção, no que parece ser uma retomada da legalidade e da ordem judicial por parte da suprema corte. Tudo pode ser decidido nas tais considerações de Toffoli, lembrando que não haverá legalidade no Brasil, enquanto o ex-presidente Lula permanecer um preso político.

via IstoÉ / A Postagem

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