Bolsonaro disse que sentiu a alma ser tocada pela fé durante visita ao Muro das Lamentações, em Israel. Ele agradeceu por estar naquele lugar sagrado e por ter ouvido uma oração que pede a paz no mundo. “Senti minha alma ser tocada pela fé, essa é a base de tudo para trazer progresso para os nossos povos”, disse ao premiê Benjamin Netanyahu.
“Esta é a segunda vez que venho aqui, a primeira como chefe de Estado, e quero levar a paz que encontrei aqui. Agradeço o tratamento carinhoso e a recepção bastante calorosa”, encerrou chamando novamente o primeiro-ministro israelense de irmão.
A visita com Netanyahu é vista com restrições pela comunidade internacional, pois o local é partilhado oficialmente entre judeus e palestinos. E ao se apresentar ao lado do líder judaico, Bolsonaro estaria ignorando esta partilha. Trump, quando visitou o muro das lamentações, o fez sozinho, mesmo em visita oficial.
Escritório de negócios
Nesse domingo, o presidente Bolsonaro anunciou a abertura de um escritório de negócios do Brasil em Jerusalém. A medida desagradou o lado palestino e frustou os israelenses, que aguardam confirmação do governo brasileiro sobre a mudança da embaixada da capital internacional Tel Aviv para Jerusalém, a capital política.
Durante compromissos da agenda oficial, Bolsonaro se posicionou sobre a decisão do governo palestino de chamar de volta o embaixador no Brasil ao país. De acordo com o chefe do Executivo, o governo não abre mão de ter autonomia nas decisões externas. “É direito deles reclamar”, pontuou.
O presidente chegou a Jerusalém nesse domingo (31/3) e segue uma intensa agenda de compromissos com o objetivo de estreitar os laços entre Brasil e Israel. No mesmo dia, cinco acordos de cooperação foram assinados por representantes dos dois governos.
via Metrópoles
