Câmera da Polícia Militar mostra o ex-meio-campista no momento em que é libertado após passar 36h em cativeiro com a amiga: “Vão atirar na gente, vão matar a gente“
O ex-meio-campista Marcelinho Carioca passou por momentos dramáticos com a amiga em um cativeiro em São Paulo, durante 36 horas, após o ex-jogador ter sido sequestrado por estar em seu carro importado, chamando a atenção dos bandidos.
No programa da rede ‘Glogo‘, o ‘Fantástico’, exibido neste domingo (24/12), Marcelinho afirmou, aos prantos, que sentiu muito medo de morrer quando ouviu o barulho do helicóptero da polícia e, depois, a voz de um homem:
“Ele chegou no portão e falou: ‘Eu vou entrar. Abre’. “Eu não sabia o que estava vindo. O que ia ver“, disse Marcelinho, chorando.
Imagens da câmera do cabo Charles, da Polícia Militar de São Paulo, mostram sua ação desde a rua, com enfoque na fachada do imóvel até o quarto no andar superior, onde Marcelinho pode ser visto no registro do vídeo, com a cabeça abaixada, imaginando o pior: “Vão atirar na gente, vão matar a gente“.
Na entrevista, o ex-jogador disse que quando viu que era o militar se sentiu aliviado: “Eu abracei ele como meu pai, meu irmão. Ele arriscou a vida dele“.
Assista:
Trecho de imagens editadas, disponível na íntegra em ‘Fantástico mostra, com exclusividade, o resgate de Marcelinho Carioca‘ – ‘globoplay’O que aconteceu
Marcelinho Carioca foi sequestrado após sair de um show do cantor Thiaguinho, seu amigo pessoal, na Neo Química Arena, em Itaquera, na zona leste da capital paulista.
Na volta para casa, o ídolo do Corinthians parou em Itaquaquecetuba para deixar ingressos para a amiga, que conhecia desde a época em que foi secretário de Esportes na cidade.
O carro importado chamou a atenção de criminosos e o ex-jogador foi “encapuzado” pelos bandidos, que pediram cartões, senhas, desbloqueio do celular e acesso ao PIX.
Ao lado da amiga, Taís Alcântara, Marcelinho ficou em um quarto do cativeiro recebendo ameaças, entre elas a de que seria submetido a uma roleta-russa.
Quatro pessoas foram presas e o grupo é investigado por sequestro, associação criminosa e receptação.
