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O que disse Lula no Dia da Consciência Negra que causou ‘orgulho’ no país onde 56,1% do povo é negro

    “Orgulho da minha ancestralidade, do meu povo, da minha cor. Viva 20 de novembro! Viva o povo preto brasileiro! Viva a liberdade! Viva Lula! Gratidão!”, reagiu um perfil em rede social

    O Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi ao Twitter neste domingo (20/11) para deixar sua homenagem aos negros do país, no Dia da Consciência Negra. E agradou por suas palavras, que se distingue claramente das falas (muitas vezes inexistentes) do futuro ex-presidente Jair Bolsonaro.

    A escravidão começava pelo esquecimento da humanidade do povo negro. E o racismo se mantém até hoje pelo esquecimento do processo que nos formou como nação. O Brasil foi o último país a abolir a escravidão nas Américas, afirmou o líder da esquerda mundial no primeiro tuíte de um total de quatro.

    O Brasil utilizou-se do trabalho escravo desde o início da sua colonização, por volta de 1530, quando os portugueses implantaram as bases para a colonização da América portuguesa, para atender à demanda por mão de obra na lavoura.

    Foi somente no século 19, após quase 400 anos, que nosso país aboliu o regime escravocrata, quando o imperador D. Pedro II não resistiu mais à pressão para libertar os negros, feitas pela Inglaterra e outros países europeus, além da sociedade brasileira.

    A Consciência Negra é um termo que faz referência e homenagem à cultura ancestral do povo de origem africana, que foi trazido à força e duramente escravizado por séculos no Brasil. É o símbolo da luta, da resistência e a consciência de que a negritude não é inferior e que o negro tem seu valor e seu lugar na sociedade.

    Ainda hoje, existe um racismo silencioso e cúmplice, que se expressa nas oportunidades negadas à maioria do povo pela cor da pele. O racismo é filho do ódio e da intolerância e desumaniza a todos nós. E por isso é uma luta de todos”, prosseguiu Lula.

    Negros representam, segundo dados de 2020, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 56,1% dos brasileiros. O grupo reúne pretos e pardos. A Consciência Negra ganhou notoriedade na década de 1970, no Brasil, em razão da luta de movimentos sociais que atuavam pela igualdade racial, como o Movimento Negro Unido.

    Zumbi dos Palmares foi o último dos líderes do Quilombo dos Palmares, o maior do período colonial, na então Capitania de Pernambuco, região hoje pertencente ao município de União dos Palmares, no estado de Alagoas. O tamanho do local equivalia ao de Portugal e, por volta da década de 1670, abrigava cerca de 30 mil escravos negros que haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas.

    Em 1678, Zumbi tornou-se líder da resistência contra a opressão portuguesa e, em 1695, foi morto juntamente com vinte guerreiros, teve a cabeça cortada, salgada, levada ao então governador Melo e Castro e, depois, foi exposta em praça pública no Pátio do Carmo, em Recife.

    O 20 de novembro, dia da Consciência Negra, data da morte de Zumbi dos Palmares, marca uma triste página do Brasil que não podemos esquecer. Mas também recorda a luta do povo negro por sua libertação”, prosseguiu o Presidente eleito.

    Se quisermos um futuro de justiça e democracia, precisamos ser antirracistas. Cultivando o amor e o respeito, com igualdade de direitos e oportunidades, podemos construir um Brasil sem racismo“, pontuou Lula.

    As palavras do futuro Presidente do Brasil agradaram a todos. Dentre as respostas a Lula destaca-se a de Rosemary Camara:

    Bom dia, meu presidente! Orgulho de ser negra! Orgulho da minha ancestralidade, do meu povo, da minha cor. Viva 20 de novembro! Viva o povo preto brasileiro! Viva a liberdade! Viva Lula! Gratidão!

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