“Orgulho da minha ancestralidade, do meu povo, da minha cor. Viva 20 de novembro! Viva o povo preto brasileiro! Viva a liberdade! Viva Lula! Gratidão!”, reagiu um perfil em rede social
O Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi ao Twitter neste domingo (20/11) para deixar sua homenagem aos negros do país, no Dia da Consciência Negra. E agradou por suas palavras, que se distingue claramente das falas (muitas vezes inexistentes) do futuro ex-presidente Jair Bolsonaro.
“A escravidão começava pelo esquecimento da humanidade do povo negro. E o racismo se mantém até hoje pelo esquecimento do processo que nos formou como nação. O Brasil foi o último país a abolir a escravidão nas Américas“, afirmou o líder da esquerda mundial no primeiro tuíte de um total de quatro.
O Brasil utilizou-se do trabalho escravo desde o início da sua colonização, por volta de 1530, quando os portugueses implantaram as bases para a colonização da América portuguesa, para atender à demanda por mão de obra na lavoura.
Foi somente no século 19, após quase 400 anos, que nosso país aboliu o regime escravocrata, quando o imperador D. Pedro II não resistiu mais à pressão para libertar os negros, feitas pela Inglaterra e outros países europeus, além da sociedade brasileira.
A Consciência Negra é um termo que faz referência e homenagem à cultura ancestral do povo de origem africana, que foi trazido à força e duramente escravizado por séculos no Brasil. É o símbolo da luta, da resistência e a consciência de que a negritude não é inferior e que o negro tem seu valor e seu lugar na sociedade.
“Ainda hoje, existe um racismo silencioso e cúmplice, que se expressa nas oportunidades negadas à maioria do povo pela cor da pele. O racismo é filho do ódio e da intolerância e desumaniza a todos nós. E por isso é uma luta de todos”, prosseguiu Lula.
Negros representam, segundo dados de 2020, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 56,1% dos brasileiros. O grupo reúne pretos e pardos. A Consciência Negra ganhou notoriedade na década de 1970, no Brasil, em razão da luta de movimentos sociais que atuavam pela igualdade racial, como o Movimento Negro Unido.
“Zumbi dos Palmares foi o último dos líderes do Quilombo dos Palmares, o maior do período colonial, na então Capitania de Pernambuco, região hoje pertencente ao município de União dos Palmares, no estado de Alagoas. O tamanho do local equivalia ao de Portugal e, por volta da década de 1670, abrigava cerca de 30 mil escravos negros que haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas.
Em 1678, Zumbi tornou-se líder da resistência contra a opressão portuguesa e, em 1695, foi morto juntamente com vinte guerreiros, teve a cabeça cortada, salgada, levada ao então governador Melo e Castro e, depois, foi exposta em praça pública no Pátio do Carmo, em Recife.
“O 20 de novembro, dia da Consciência Negra, data da morte de Zumbi dos Palmares, marca uma triste página do Brasil que não podemos esquecer. Mas também recorda a luta do povo negro por sua libertação”, prosseguiu o Presidente eleito.
“Se quisermos um futuro de justiça e democracia, precisamos ser antirracistas. Cultivando o amor e o respeito, com igualdade de direitos e oportunidades, podemos construir um Brasil sem racismo“, pontuou Lula.
As palavras do futuro Presidente do Brasil agradaram a todos. Dentre as respostas a Lula destaca-se a de Rosemary Camara:
“Bom dia, meu presidente! Orgulho de ser negra! Orgulho da minha ancestralidade, do meu povo, da minha cor. Viva 20 de novembro! Viva o povo preto brasileiro! Viva a liberdade! Viva Lula! Gratidão!“
