O povo quer Lula para deter Bolsonaro, diz pesquisa

17/09/2020 2 Por Redação Urbs Magna
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Bolsonaro lidera corrida eleitoral para 2022 com 35%; Lula tem 21%. Em eventual 2º turno, há empate. Moro ficaria em 3º lugar, com 11%. Haddad tem 10% em 2º cenário

Uma pesquisa divulgada pelo site Poder360 na noite desta quinta (17), revela que o presidente Jair Bolsonaro se mantém à frente da corrida eleitoral para 2022, com 35% das intenções de voto. O ex-presidente Lula (PT) aparece em 2º lugar, com 21%. O ex-ministro Sergio Moro foi citado por 11% dos entrevistados. Outros 11% afirmaram que iriam votar branco ou nulo.

Segundo o portal, o PoderData coletou os dados entre 14 e 16 de setembro, por ligações a celulares e telefones fixos de 2.500 pessoas em 459 municípios, em todos os estados brasileiros. A pesquisa, que tem margem de erro de 2 pontos percentuais, é divulgada em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

O PoderData separou recortes para as respostas à pergunta sobre as intenções de voto em 2022. Foram analisados os perfis por sexo, idade, nível de instrução, região e renda. Para Jair Bolsonaro os resultados foram melhores entre homens (42%); residentes do Centro-Oeste (51%); e desempregados ou sem renda fixa (39%) e piores entre: mulheres (30%); os que têm de 16 a 24 anos (24%); os com ensino superior (23%); e residentes do Norte (24%). Já para Lula, as intenções de votos foram melhores entre os que têm 45 a 59 anos (28%); os que ganham até 2 salários mínimos (26%) e de 2 a 5 salários mínimos (27%) e piores entre os que ganham mais de 10 salários mínimos (12%).

As intenções de voto dos entrevistados foram mensuradas conforme a avaliação sobre o trabalho de Bolsonaro como presidente. Quase metade (49%) dos que consideram o chefe do Executivo “ruim” ou “péssimo” afirmaram que votariam em Lula. Já entre os que acham o presidente “regular”, 23% preferem Sergio Moro. Quase 8 em 10 (78%) dos que avaliaram positivamente (“ótimo” + “bom”) o trabalho do presidente querem sua reeleição.

Os entrevistados também foram consultados sobre as intenções de voto em 1 cenário com Fernando Haddad (PT) na disputa, em vez de Lula. Nessa simulação, Jair Bolsonaro permanece com a preferência de 35% dos eleitores. Aparecem empatados na 2ª posição Sergio Moro (13%) e Fernando Haddad (10%), considerando a margem de erro. O petista empata ainda tecnicamente com Ciro Gomes (7%) e Luiz Henrique Mandetta (7%), do DEM.

Os percentuais variaram dentro da margem de erro desde a última vez que o PoderData abordou o assunto, no início de agosto. Como no 1º cenário, Bolsonaro se sai melhor entre homens (41%), moradores do Centro-Oeste (46%) e os que recebem de 2 a 5 salários mínimos (42%). Já Moro se sai melhor entre os que têm 60 anos ou mais (18%), os com ensino superior (18%), os moradores do Centro-Oeste (18%) e os que ganham até 2 salários mínimos (19%) e de 5 a 10 salários mínimos (21%).

Dos que rejeitam o trabalho do presidente, 25% afirmaram que votariam em Fernando Haddad e 17%, em Mandetta. Os que consideram a atuação de Bolsonaro “regular” preferem Moro, que tem 26% das intenções de voto nesse grupo. Já 78% dos que acham o trabalho do chefe do Executivo “ótimo” ou “bom” querem sua reeleição.

Lula empataria com Bolsonaro no segundo turno

Em 1 cenário com disputa entre Bolsonaro e Lula no 2º turno, há empate. Ambos têm 41%. Os resultados são parecidos quando os entrevistados são questionados sobre a possibilidade de uma disputa entre Bolsonaro e Moro. Nesse caso também há empate, considerando a margem de erro do estudo, de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A presidente nacional do partido e deputada federal, Gleisi Hoffmann (PR), afirmou em entrevista ao Poder em Foco veiculada no último domingo (13.set.2020) que é “possível” seu partido fazer uma composição com outra sigla de esquerda e abrir mão da cabeça de chapa na eleição presidencial DE 2022. Ela acrescenta, no entanto, que é preciso “ter voto” para assumir essa posição.

Lula foi condenado e preso pela operação Lava Jato sob o comando do ex-juiz e ex-ministro de Bolsonaro, o agora advogado Sérgio Moro, em processo polêmico onde a sentença proferida ao ex-presidente teve trâmite recorde e sem as provas necessárias.

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