O neoliberalismo é derrotado na Argentina e Bolsonaro ameaça implodir o Mercosul. O Brasil é um dos poucos países na América Latina que aparenta (apenas aparenta) que está tudo bem

24/10/2019 1 Por Redação Urbs Magna
Compartilhe

Com a provável derrota de seu candidato Maurício Macri, que produziu recorde de pobreza na Argentina, Jair Bolsonaro ameaçou acabar com o Mercosul. “Digamos que a volta da turma do Foro de São Paulo e da Cristina Kirchner pode colocar em risco todo o Mercosul. Em se possivelmente colocando em risco todo o Mercosul, você tem que ter uma alternativa no bolso”, afirmou


O ‘mito dos mentecaptos’ está se tornando letal para o planeta e precisa ser detido. Como vimos nas últimas semanas, a América Latina está em polvorosa por conta dos levantes populares. Só aqui que tudo está aparentemente calmo, após 3 anos de golpe. Na Bolívia, com a reeleição de Evo Morales, a direita ameaça executar seu plano de retomada do poder através de um golpe eleitoral não reconhecendo a vitória progressista. No Chile a população quer dar um basta na exploração à que vêm sendo submetida desde o regime fascista de Pinochet até o atual de Sebastián Pinera. Sem falar da já conhecida resistência contra os Estados Unidos por Nicolás Maduro na Venezuela.

Aqui, o presidente do Brasil ameaça colocar o exército nas ruas caso perceba o menor movimento contra seu governo. E assim mantém um inacreditável comportamento das massas.

Voltando ao tema o Mercosul pode ser totalmente desfeito por bolsonaro, caso a Vitória da esquerda se concretize na América do Sul. Leia abaixo a reportagem


BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que uma eventual vitória na Argentina da chapa de oposição formada por Alberto Fernández e Cristina Kirchner pode colocar o Mercosul em risco.

Em conversa com jornalistas em Tóquio, onde está em viagem oficial, o presidente disse esperar que um novo governo argentino mantenha o mesmo ímpeto comercial, mesmo que o atual presidente, Mauricio Macri, não seja reeleito,

Se isso não acontecer, disse, o Brasil pode se reunir com Paraguai e Uruguai e “tomar uma decisão”.

“Temos que contar sempre com o improvável e como reagir a possíveis mudanças. Digamos que a volta da turma do Foro de São Paulo e da Cristina Kirchner pode colocar em risco todo o Mercosul. Em se possivelmente colocando em risco todo o Mercosul, você tem que ter uma alternativa no bolso”, afirmou.

Bolsonaro citou o exemplo da suspensão do Paraguai do bloco, em 2012, depois do impeachment do então presidente Fernando Lugo. O Brasil coordenou uma ação que considerou o processo, feito em poucos dias, uma quebra da cláusula democrática do Mercosul.

No período de suspensão, de cerca de um ano, Uruguai, Argentina e Brasil aceitaram a entrada da Venezuela no bloco, que já havia sido aprovada pelos Congressos dos três países mas tinha resistência do Paraguai. O país acabou sendo expulso mais tarde por não ter cumprido as regras de adesão.

“O que nós queremos é que a Argentina continue, na questão comercial, caso a oposição vença, da mesma forma que o Macri. Do contrário, nós podemos nos reunir com Uruguai e Paraguai e tomar uma decisão”, disse Bolsonaro.

“Não semelhante àquela lá atrás, que lá foi outro propósito. Nosso propósito não é facilitar a esquerda formar uma grande pátria bolivariana. A nossa ideia é abrir o mercado e fazer comércio com o mundo todo.”

Comente com o Face ou utilize a outra seção abaixo. Os comentários são de responsabilidade do autor e não têm vínculo com a publicação. Mantenha um bom nível de discussão, do contrário reservamo-nos o direito de banir seus perfis.
Compartilhe