Deputado vê Sergio Moro “em apuros” após votos de Moraes e Cármen para manter o senador réu por calúnia contra Gilmar
Brasília, 04 de outubro 2025
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou que o senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) “vive mentindo, embora às vezes pareça mais um problema cognitivo“.
Para o petista, o “marreco” está “em apuros” após os votos dos ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia para manter o senador réu por calúnia contra outro magistrado do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
Correia acrescenta que “a punição está próxima e seria bom para o Brasil que [Sergio Moro] estivesse longe dos aposentados, pois se negou a socorrê-los quando tinha poderes” e, “hoje, apenas se defende“.
MARRECO EM APUROS!
— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) October 4, 2025
Na CPMI do INSS vive mentindo, embora às vezes pareça mais um problema cognitivo. Fato é, que a punição está próxima e seria bom para o Brasil que estivesse longe dos aposentados, pois se negou a socorrê-los quando tinha poderes. Hoje, apenas se defende. pic.twitter.com/u2Go3tJDL0
Nesta sexta-feira (3/out), a Primeira Turma do STF iniciou o julgamento de um recurso apresentado pela defesa de Moro contra a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que o acusa de calúnia contra o decano da corte.
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O caso remonta a um vídeo de 2022, gravado em uma festa junina, no qual Moro ironizou ao sugerir que um habeas corpus poderia ser “comprado” de Mendes, insinuando corrupção passiva e ofendendo sua honra objetiva, o que levou à aceitação da denúncia em junho de 2024, tornando-o réu e abrindo risco de perda de mandato em caso de condenação superior a quatro anos.
A relatora, ministra Cármen Lúcia, votou pela rejeição do recurso, argumentando que não há omissões ou erros na decisão anterior e que alegar “brincadeira” não justifica o crime, pois a fala foi feita livremente, com ciência de gravação e intenção de macular a imagem de Mendes.
O ministro Alexandre de Moraes a acompanhou, resultando em placar inicial de 2 a 0 contra Moro, com votos pendentes de Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux até 10 de outubro, em plenário virtual.







