EUA orientam seus órgãos nas críticas à China por covid-19. E foi aí que Eduardo entrou

22/03/2020 0 Por Redação Urbs Magna
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Eduardo Bolsonaro teria caído nessa orientação da Casa Branca, que acaba de criar um massivo ‘plano de fake news’ para suprir sua falta de resposta e reagir ao surto do covid-19 dentro das fronteiras dos EUA. Por sua falta de controle e despreparo para lidar com uma situação alarmante em que o número de casos no país já passa de 30 mil infectados, a grande mentira está sendo disseminada massivamente com orientações sobre ações e posturas relacionadas ao assunto que tem como premissa acusar Pequim de encobrir que planejou a criação do coronavírus e causou uma pandemia global.

Coronavírus (covid-19) / Xi Jinping, Presidente da República Popular da China / Donald Trump, presidente dos EUA / Eduardo Bolsonaro deputado brasileiro filho do presidente do Brasil Jair Bolsonaro, que se reporta aos interesses americanos – fotomontagem Equipe Et Urbs Magna

Um telegrama do Departamento de Estado a que o jornal The Daily Beast teve acesso exalta que os EUA e seu povo são os “seres mais humanitários que o mundo já conheceu“. A ideia deste jogo de palavras tem a finalidade de disfarçar sua própria culpa, de acordo com a versão chinesa de que o covid-19 foi disseminado em Wuhan por soldados americanos em passagem pela cidade. Entenda a seguir:

Como o número de casos de coronavírus nos EUA saiu de controle, a Casa Branca está lançando esta versão de narrativa e a repassa a várias agências federais para que reproduzam em uníssono com o objetivo de difusão acelerada para ludibriar a razão do povo sonhador americano.

O telegrama, enviado aos funcionários do Departamento de Estado na sexta-feira, fornece diretrizes sobre como as autoridades americanas devem responder a perguntas ou falar sobre o coronavírus e a resposta da Casa Branca em relação à China. Os pontos de discussão parecem ter se originado no Conselho de Segurança Nacional. Uma seção do cabo diz:

NSC Top Lines: [República Popular da China] Propaganda e Desinformação sobre a Pandemia do Vírus Wuhan.

Os funcionários do Partido Comunista Chinês em Wuhan e Pequim tinham uma responsabilidade especial de informar o povo chinês e o mundo sobre a ameaça, já que foram os primeiros a saber disso. Em vez disso, o governo escondeu notícias do vírus por seu próprio povo por semanas, enquanto suprimia informações e punia médicos e jornalistas que deram o alarme. O Partido se importava mais com sua reputação do que com o sofrimento de seu próprio povo.

O telegrama foi divulgado às autoridades justamente no momento em que o governo decide sobre como transmitir as informações cruciais sobre saúde para o público americano e, ao mesmo tempo, desviar as críticas de que a Casa Branca não estava preparada para a pandemia e que o presidente Trump está em desacordo com os membros de sua força-tarefa de coronavírus. 

Esses pontos de discussão são tudo sobre o que alguém realmente está falando agora“, disse uma autoridade. “Tudo é sobre a China. Nos dizem para tentar divulgar essas mensagens da maneira que for possível, incluindo entrevistas coletivas e aparições na televisão.

Trump e todos os líderes do governo aderiram à campanha de difamação do coronavírus a que se referem como o “vírus chinês”  ou “vírus Wuhan”. Do outro lado, os líderes de Pequim reagiram dizendo que isso é xenofobia, especialmente porque o vírus está no mundo inteiro. Paralelamente, os médicos e cientistas americanos envolvidos nas operações da força-tarefa do governo continuam a chamá-lo de “o coronavírus”.

O [Partido Comunista Chinês] está fazendo uma campanha de propaganda para tentar desesperadamente transferir a responsabilidade pela pandemia global para os Estados Unidos. Esse esforço é inútil ”, diz um dos pontos de discussão no telegrama. “Graças ao encobrimento, especialistas chineses e internacionais perderam uma janela crítica para conter o surto na China e impedir sua disseminação global. Salvar vidas é mais importante do que salvar a cara.

Mas os EUA não estão focados apenas em criticar a China. Estão buscando sua resposta à pandemia global explorando esse falso “humanitarismo extraordinário“, mencionado no telegrama, uma manobra inteligente que afeta o entendimento dos americanos, que passam a achar que estão do lado correto da história: “Os Estados Unidos e o povo americano estão demonstrando mais uma vez que são os maiores humanitários que o mundo já conheceu. Os Estados Unidos estão prontos para prestar mais assistência à China, se o Partido Comunista Chinês nos permitir.

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