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“O governo de São Paulo e a Polícia Militar são os piores inimigos do povo”, diz faixa na ponte de onde jovem foi jogado por PM

    Duas faixas foram colocadas por moradores da Vila Clara; o outro texto diz: “O governador Tarcísio e sua polícia são assassinos em potencial; quando não assassinam pessoas, assassinam os sonhos delas

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    Duas faixas foram colocadas por moradores da Vila Clara, na Zona Sul de São Paulo, na ponte de onde um entregador foi arremessado por um policial militar na segunda-feira (2/12), data em que, após o ocorrido, imagens de um vídeo que flagraram a cena viralizaram na imprensa e nas redes sociais, causando forte repercussão e culminando com a prisão do PM.

    Em um dos textos, é possível ler, conforme as imagens abaixo, “O governo de São Paulo e a Polícia Militar são os piores inimigos do povo“. A outra faixa diz: “O governador Tarcísio e sua polícia são assassinos em potencial; quando não assassinam pessoas, assassinam os sonhos delas“.


    Faixas estendidas em ponte na Zona Sul de SP |Foto reprodução / Arquivo pessoal | g1


    Após uma dispersão de um baile funk na região, o homem já estava contido, mas mesmo assim foi arremessado da ponte, sem qualquer demonstração de resistência. Marcelo, de 25 anos, caiu de cabeça de uma altura de três metros, informou o g1. Ele teve ferimentos, mas foi socorrido por moradores da região e passa bem.

    Após este e outros casos chocarem a sociedade brasileira, a violência policial em São Paulo se tornou a pauta das discussões nas redes sociais, bem uma das categorias de notícias mais lidas nos últimos dias, o que provocou uma guinada de pensamento no governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que passou a defender o uso de câmeras corporais nas fardas dos policiais militares.

    Eu era uma pessoa que estava completamente errada nessa questão. Tinha visão equivocada, fruto da experiência pretérita que tive. Não tem nada a ver com a questão da segurança pública. Hoje estou completamente convencido de que é um instrumento de proteção da sociedade e do policial. E nós vamos não apenas manter, mas ampliar o programa“, disse Tarcísio, em entrevista à GloboNews.

    Tarcísio afirmou que os abusos da polícia não serão tolerados. “O discurso de segurança jurídica que a gente precisa dar para os agentes de segurança combaterem o crime de forma firme não pode ser confundido com salvo-conduto para fazer qualquer coisa e descumprir regra. Isso a gente não vai tolerar“.

    A Secretaria de Segurança Pública disse que a PM não compactua com desvios de conduta e que qualquer ocorrência envolvendo excessos será investigada. O soldado da Polícia Militar que arremessou o entregador já foi indiciado por homicídio por matar um homem com 12 tiros em Diadema, na Grande São Paulo, no ano passado, mas o caso foi arquivado em janeiro porque o Ministério Público entendeu que houve legítima defesa. O juiz, então, aceitou o pedido.

    Luan trabalha na Rondas Ostensivas com Apoio de Moto (Rocam), no 24º Batalhão de Polícia de Diadema. Ele também atuava como segurança do colégio particular Ábaco, que fica na região de Perdizes, na Zona Oeste.

    Em nota, o Ábaco disse que recebeu com “profunda indignação” as imagens do policial militar em atuação. E afirmou que ele era funcionário de uma empresa terceirizada que prestava serviços para o colégio, mas que esses foram encerrados de forma imediata após a instituição tomar ciência do acontecimento.

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