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O Globo sugere que LULA volte a usar a camisa amarela da Seleção do Brasil

    “Nada seria tão eficaz para resgatar os símbolos nacionais quanto vê-los envergados por LULA e por todos os demais brasileiros, diz o jornal, sobre o clima de Copa

    É preciso trazer de volta a alegria de sermos brasileiros e o orgulho do verde-amarelo e da bandeira do nosso país. Esse verde-amarelo e essa bandeira que não pertencem a ninguém, a não ser ao povo brasileiro”, disse LULA (PT), tendo à frente a Bandeira do Brasil, em seu primeiro discurso como presidente eleito para tentar resgatar um símbolo sequestrado pelo adversário, o presidente Jair Bolsonaro (PL) ,conforme lembra o editorial do Globo deste domingo (6/11).

    De acordo com o texto, “as camisas amarelas se popularizaram nas manifestações de 2013 e nos atos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas entraram na moda mesmo com o bolsonarismo“. Desde então, “nos últimos quatro anos, a bandeira do Brasil e a camisa “canarinho” da única seleção pentacampeã do mundo passaram a ser uma espécie de uniforme dos apoiadores de Bolsonaro“, escevem os redatores.

    O jornal passa a fazer uma retrospectiva dos discursos do presidente e de suas atitudes, que se relacionam com o sequestro de um dos quatro símbolos nacionais de nossa amada terra do Brasil. Na sequência, o editorial percebe que “as camisas amarelas continuam a ser usadas pelos bolsonaristas“. E que “a própria seleção, que não tem dono nem partido, ficou com a imagem associada a Bolsonaro“.

    Não é improvável que Bolsonaro tente tirar uma casquinha se o time se sagrar campeão no Catar. Pelo sim pelo não, o técnico Tite já avisou que, ganhando ou perdendo, não irá a Brasília“, dizem ainda os editores do jornal, que se indignam com o “absurdo” e tentam lembrar ao leitor que “a camisa é da seleção, e a bandeira é do Brasil. Não dos bolsonaristas“.

    Na sequência, o jornal diz o óbvio que não mais parece tão óbvio assim: “Todo brasileiro tem não só o direito de usá-las, mas o dever de orgulhar-se delas“. Pois, “é preciso dissociá-las do bolsonarismo e de qualquer facção política“.

    Lula aprendeu, no primeiro mandato, que deveria usar na lapela o broche da bandeira, não a estrela petista. Pois agora, aproveitando o clima de Copa, precisa vestir a camisa do Brasil“, prossegue o texto.

    Nada seria tão eficaz para resgatar os símbolos nacionais quanto vê-los envergados por Lula e por todos os demais brasileiros. A Bandeira do Brasil e a gloriosa camisa amarela não pertencem a Bolsonaro, mas a todos nós“, pontua o editorial.

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