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O fim da Era do Trabalho


    Pais e avós estão sustentado desempregados jovens para os quais não existem mais empregos formais. Toda a antiga classe média está ocupada em lutar para manter o padrão de vida que seus filhos e netos tiveram na infância e adolescência


    Trabalhadores com formação em nível superior, com mais de 35 anos de idade, estão encontrando melhor remuneração em atividades como o Uber do que nos empregos tradicionais de suas áreas. Claramente é uma desvantagem, Adado que ficam excluídos da seguridade social.


    Por Marco Antônio Pires de Oliveira em seu Facebook



    Mas, se, um gerente regional não recebe ofertas de trabalho por mais de dois ou três salários mínimos (e se pode ganhar um pouco mais como pessoa jurídica ou empresário de si mesmo) é óbvio que o caminho da informalidade vais ser seguido por um número cada vez maior de pessoas.

    Além disso a geração atual não conheceu o mundo do trabalho e das lutas coletivas do século XX. Tampouco puderam se beneficiar das narrativas orais sobre o tempo de seus pais e avós porque estavam capturados por uma profusão de telas com imagens e áudio de alta definição.

    Existimos numa realidade hiper individualista em que sonhamos ser empresários de nós mesmos.

    O trabalho está morrendo lentamente num mundo onde todos são espécies de “faz tudo” na dinâmica imparável de ocupações efêmeras, enquanto ficamos cada vez mais empobrecidos e a desigualdade aumenta.O fim da era do trabalho

    Pais e avós estão sustentado desempregados jovens para os quais não existem mais empregos formais. Toda a antiga classe média está ocupada em lutar para manter o padrão de vida que seus filhos e netos tiveram na infância e adolescência.

    Trabalhadores com formação em nível superior, com mais de 35 anos de idade, estão encontrando melhor remuneração em atividades como o Uber do que nos empregos tradicionais de suas áreas. Claramente é uma desvantagem, dado que ficam excluídos da seguridade social.

    Mas, se, um gerente regional não recebe ofertas de trabalho por mais de dois ou três salários mínimos (e se pode ganhar um pouco mais como pessoa jurídica ou empresário de si mesmo) é óbvio que o caminho da informalidade vais ser seguido por um número cada vez maior de pessoas.

    Além disso a geração atual não conheceu o mundo do trabalho e das lutas coletivas do século XX. Tampouco puderam se beneficiar das narrativas orais sobre o tempo de seus pais e avós porque estavam capturados por uma profusão de telas com imagens e áudio de alta definição.

    Existimos numa realidade hiper individualista em que sonhamos ser empresários de nós mesmos.

    O trabalho está morrendo lentamente num mundo onde todos são espécies de “faz tudo” na dinâmica imparável de ocupações efêmeras, enquanto ficamos cada vez mais empobrecidos e a desigualdade aumenta.


    Marco Antonio Pires de Oliveira é professor, sociólogo e, como faz questão de se apresentar em seu perfil, foi piloto de charrete/entregador de leite crú em garrafa de vidro


    1 comentário em “O fim da Era do Trabalho”

    1. Pingback: O fim da Era do Trabalho — | Gustavo Horta

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