Rogério Correia diz que Moro não era salário da A&M, mas sim propina. Aliados do pré-candidato à Presidência pelo Podemos sabem que haverá novos petardos. O estopim foi aceso
Após Sergio Moro revelar em live do deputado Kim Kataguiri que “foi combinado que eu receberia US$ 45 mil por mês”, na consultoria de gerenciamento de recuperação e melhoria de desempenho de empresas de alto perfil, a Alvarez & Marsal, o economista Eduardo Moreira afirmou no Twitter que “o caso do Triplex ficou provado como fajuto“.
O ex-presidente LULA teve mais essa vitória, também no mesmo dia em que o ex-juiz foi pateticamente ao ar para falar que “ganhou quase 4 milhões de gorjeta da A&M”, uma quantia que representa “muito mais do que o valor do Triplex”.
Eduardo Moreira ainda disse que o atual candidato à Presidência enriqueceu trabalhando “em assunto que ele não entende” e ao final perguntou: “Quem é o corrupto nessa história mesmo?“
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De acordo com Fábio Zanini, na coluna Painel, da Folha de S. Paulo, aliados e adversários de Moro concordam que revelar o salário não encerra o caso Moro/A&M. Enquanto os opositores do ex-juiz querem saber para quais empresas ele prestou serviços e se recebia benefícios, os aliados acham que a live esvaziou os questionamentos jurídicos, mas sabem que haverá novos petardos.
Moro resolveu divulgar os ganhos diante da pressão de opositores do PT e do Centrão, que cogitaram abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso, e por ser alvo de investigação no TCU (Tribunal de Contas da União), que fez um pedido formal para que os rendimentos fossem divulgados.
Ainda no Twitter, Guilherme Boulos, que confirmou candidatura ao governo de São Paulo, disse que o salário de Moro, em suas contas, equivale a “10 anos de salário de juiz em 1 ano” e concluiu sua opinião afirmando que, “no fim das contas, a sua “luta contra a corrupção” trouxe grandes benefícios… para si próprio“.
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O editor da Revista Fórum, Renato Rovai, afirmou que Moro “teve coragem de dizer na Live que” o salário de “10 mil reais por dia” que recebeu da consultoria “foi pouco“.
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) disse que “o que Moro recebeu da A&M foi PROPINA e não salário, afinal a empresa estava agradecendo com mimos o serviço milionário que o ex-juiz arrumou” e acrescentou que “78% da receita veio de alvos da Lava Jato“.
Para o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado, Moro pode ter cometido práticas ilegítimas de revolving door – quando um agente público migra para o setor privado na mesma área de atuação e repassa informações privilegiadas que podem beneficiar clientes – e de lawfare, que seria a utilização, de forma estratégica, do sistema jurídico para se beneficiar.
