ARRASTE 0%
Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

O Brasil não é para amadores: morte de Boechat seria queima de arquivo e pode estar relacionada a dois motivos

    Crise financeira: Grupo Bandeirantes de Comunicação tem dívida bilionária e está transformando a vida dos acionistas e envolvidos diretamente com a programação da emissora

    Uma crise econômica na Band seria motivo para alguns oportunistas afirmarem que a morte de Ricardo Boechat, âncora da Band, estaria relacionada de alguma forma com queima de arquivo.

    A revelação de uma dívida de oito vezes a geração de receita estaria causando insônia no próprio Boechat por conta de [vários?] salários atrasados.

    Uma reportagem de Geraldo Samor, no BrazilJournal, publicada no site no dia 4 deste mês, revela toda a crise do grupo da família Saad. Leia a transcrição da matéria supracitada de Samor

    Entenda a crise da Band. Leia a matéria abaixo:

    Na Band, a maioria dos acionistas quer mudar de canalUm apelo à justiça para remover o ‘tirano’

    Desde que seu pai morreu há quase 20 anos, João Carlos Saad tem sido o rosto e o pulso firme que lidera a Rádio e Televisão Bandeirantes, um dos maiores grupos de mídia do País.

    Mas agora, pela primeira vez sua liderança está sendo questionada pela família, preocupada com a capacidade da Band de resistir a uma dívida bancária cada vez mais impagável e ao cenário desafiador para a mídia tradicional. 

    Num processo que corre na Justiça, as irmãs Marcia e Leonor Saad pedem que os tribunais removam Johnny da liderança do grupo e obriguem a Band a iniciar um processo de profissionalização.

    A ação expõe pela primeira vez os bastidores dos Saad — e as dificuldades de uma companhia familiar em concordar sobre o que é melhor para seu destino comum: deixar como está e aguardar resultados diferentes, ou romper com duas décadas de uma gestão que mistura negócios privados com a gestão da empresa. 

    A história de como as irmãs Saad perderam a paciência e tomaram a decisão dura de se voltar contra o irmão começa em 2014, quando os Saad assinaram um acordo de acionistas pela primeira vez.

    São cinco os Saad que podem chamar a Band de sua: Johnny, Ricardo, Marisa, Marcia e Leonor. Cada um tem 20% da empresa fundada pelo pai, João Jorge Saad. A mídia entrou na família pelo lado da mãe: o velho Saad casou-se com Maria Helena, filha do então governador de São Paulo, Adhemar de Barros. Nas décadas seguintes, o genro transformou a rádio do sogro — a Bandeirantes — num império de comunicação.

    Com a morte de Saad em outubro de 1999, o comando do grupo passou a Johnny, que — exceto pelas discussões e brigas comuns a qualquer família — dirigiu a empresa por 15 anos sem contestação.

    Em 2014, com a situação da empresa se deteriorando, alguns irmãos pressionaram por um acordo de acionistas. O contrato previa duas coisas: o cargo de CEO teria que ser renovado a cada três anos, e a Band contrataria um CFO externo para começar a profissionalizar sua gestão.

    Mas como a maioria dos grupos familiares de mídia, a Band resiste a se reinventar. A empresa é descrita por atuais e ex-funcionários como uma estatal tecnicamente falida, em que diretores ganham salários acima do mercado, não entregam resultados e mal são cobrados por metas. Dos 3.200 funcionários, mais de 50 têm o crachá de diretor.

    O grupo deve cerca de R$ 1,2 bilhão — mais de oito vezes a geração de caixa — incluindo uma dívida crescente com as afiliadas, algumas das quais já ameaçam trocar de emissora.

    Enquanto isso, a concorrência avança. A Globo criou o GloboPlay e a Record, o PlayPlus — seu serviço de streaming — mas a Band ainda não fez nada significativo em termos de transformação digital.

    Na família, o maior agitador por mudança é José Saad Duailibi, o primogênito de Leonor com o publicitário Roberto Duailibi, da DPZ. Duailibi, de 35 anos, é um dos 14 membros da terceira geração que se preocupam com o futuro do grupo e, dado seu desejo de mudança, sempre teve uma relação complicada com o tio. Até meados do ano passado, quando deixou o grupo, Duailibi liderava a Band Minas.

    Segundo: Envolvimento dos Bolsonaro com milícias estaria sendo ‘muito exposto por Ricardo Boechat. Jornalista estaria falando coisas que não devia. Assista ao último vídeo em que o âncora da Band comenta o ‘imbróglio’ Flávio Bolsonaro, a quem acusa de estar afundando na própria lama:

    1 comentário em “O Brasil não é para amadores: morte de Boechat seria queima de arquivo e pode estar relacionada a dois motivos”

    1. Parabéns pela reportagem. São essas notícias que enriquecem o verdadeiro jornalismo.
      As milícias são muito bem estruturadas. Nos gabinetes são verdadeiras máfias.
      Rola muita grana e o poder político facilmente sabota uma aeronave.
      O clã bolsonaro transformou as milícias cariocas em uma organização mafiosa.
      Boechat estava dando uma palestra no interior de SP para um rede de laboratório.

    Os comentários estão fechados.

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading