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Nunes Marques tenta blindar Zambelli com voto que desafia maioria por prisão no caso da arma

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    O ministro
    O ministro do STF, Kassio Nunes Marques / Imagem divulgação | A futura ex-deputada federal Carla Zambelli e o ex-presidente Jair Bolsonaro / Foto: Marcos Corrêa | Montagem


    Deliberação no STF em plenário virtual reabre caso da perseguição armada, com a Corte já registrando maioria pela condenação com perda de mandato e voto contrário isolado do ministro



    Brasília, 15 de agosto de 2025

    O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou voto divergente, nesta sexta-feira (15/ago), contra a prisão da deputada Carla Zambelli (PL-SP) no processo que apura porte ilegal de arma e constrangimento ilegal durante a perseguição a um opositor nas ruas do bairro Jardins, em São Paulo, na véspera do segundo turno de 2022.

    A decisão de Nunes Marques ocorre enquanto o plenário virtual já contabiliza maioria pela condenação da parlamentar.

    Mesmo com a manifestação contrária do ministro, o cenário consolidado na Corte — antes do pedido de vista que suspendeu o julgamento em março — aponta para pena de 5 anos e 3 meses de prisão, em regime semiaberto, com perda do mandato, conforme o voto do relator Gilmar Mendes, acompanhado por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli.

    O julgamento ocorre no plenário virtual e está previsto para se encerrar no dia 22 de agosto, conforme noticiado por CBN, Metrópoles, UOL e CNN Brasil, dentre outros que registraram que o magistrado indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaroabriu divergência” e votou contra a condenação/ prisão, enquanto ressaltam a existência de maioria formada para punir a bolsonarista extremista de direita.

    Em síntese, apesar do voto de Marques, a tendência do resultado permanece inalterada até o momento.

    O processo em análise diz respeito ao episódio em que Carla Zambelli apareceu armada e perseguiu um homem nas ruas de São Paulo.

    Esse contexto já havia levado a Zambelli a tornar-se ré no STF em 2023 e motivou a atual fase de julgamento.

    A retomada deste 15 de agosto atualiza o placar sem alterar, até aqui, a maioria pela condenação.

    Como pano de fundo, a parlamentar também foi condenada definitivamente em outro caso — ligado à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) — e encontra-se presa na Itália.

    Essa referência não interfere diretamente no voto ora proferido por Nunes Marques, mas compõe o quadro jurídico da deputada.

    A sessão corre no plenário virtual do STF, mecanismo em que os ministros depositam seus votos eletronicamente, com janela de votação reaberta neste 15 de agosto e previsão de término em 22 de agosto de 2025 — prazo no qual eventuais novos votos (como os de Luiz Fux, André Mendonça, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso) podem ser inseridos.



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