Metas para 2033 incluem, por exemplo, a produção nacional de 70% de medicamentos, vacinas e insumos no setor da saúde
O governo do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está lançando nesta segunda-feira (22/1) um plano com metas para a industrialização do país, nomeado como ‘Nova Indústria Brasil‘.
Estão previstas linhas de crédito, subvenções governamentais, e a exigência de conteúdo local na produção industrial, para fomentar empresas nacionais.
Com metas para os próximos dez anos, a nova política é destinada especificamente para seis áreas:
agroindústria;
bioeconomia;
complexo industrial de saúde;
infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade;
e transformação digital; e tecnologia de defesa.
A proposta foi construída ao longo do último semestre pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), que é composto por membros de 23 ministérios e 50 representantes de setores produtivos, conforme lembra matéria desta segunda, no jornal ‘O Globo‘.
O colegiado se reúne hoje, no Palácio do Planalto, para a aprovação, quando o vice-Presidente da República Federativa do Brasil, Geraldo Alckmin, que também é o ministro do ‘Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços‘, entregará o texto base, juntamente com um plano de ação para o período 2024 a 2026. Após a reunião, haverá o lançamento oficial.
As Metas para 2033 são:
Aumentar a participação do setor agroindustrial no Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário para 50%;
Alcançar 70% de mecanização nos estabelecimentos de agricultura familiar;
Produzir internamente 70% de toda a demanda interna por medicamentos, vacinas, equipamentos e demais insumos e tecnologias;
Reduzir o tempo de deslocamento de casa para o trabalho em 20% (na parte de moradia e mobilidade);
Transformar digitalmente 90% das empresas industriais brasileiras, com priorização de novas tecnologias, como robótica avançada;
Reduzir em 30% a emissão de gás carbônico na indústria e ampliando em 50% a participação dos biocombustíveis na matriz energética de transportes;
Obter autonomia na produção de 50% das tecnologias críticas para a defesa (na parte sobre a defesa nacional).
‘Neoindustrialização’
A nova política industrial está dentro do escopa da chamada “neoindustrialização”, repetidamente mencionada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MIDIC).
Com a máxima de “fortalecer” a indústria nacional, a previsão do governo é de que nos próximos quatro anos os investimentos superem R$ 100 bilhões, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), por exemplo.

Porque a seletividade quando sabemos do encolhimento generalizado da industria Nacional? Áreas como Energia e indústria de transformação pesada( Siderurgia e Indústria Naval, etc..) não serão contempladas pela Neoindustrialização de Lula III?
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