Nova cepa descoberta na França tem 46 mutações e há suspeitas de que ela pode resistir à vacina

O presidente francês, Emmanuel Macron, em montagem postada no portal Since Independence | A nova cepa descoberta na França ainda é uma incógnita, quanto às reais taxas de infecção e sobre os riscos aos pacientes


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

A pesquisa postada em um portal MedRvix, de pré-publicações de artigos científicos, faz os pesquisadores acreditarem que a variante também pode tornar o vírus mais transmissível

Uma variante do SARS-CoV-2 que foi denominada B.1.640.2. foi descoberta por cientistas do IHU (Instituto Mediterrâneo de Infecção do Centro Hospitalar Universitário) no início de dezembro.

O artigo referente à pesquisa, postada no portal MedRvix, de pré-publicações de artigos científicos, fez os pesquisadores acreditarem que a variante também pode tornar o vírus mais transmissível.

A equipe de pesquisa anunciou em rede social que havia detectado a nova cepa em pacientes da cidade de Forcalquier, no departamento de Alpes da Alta Provença, a 150 km de Mônaco, no Sul da França, conforme noticiou o Sputnik.

Veja abaixo e leia mais a seguir:

A variante de “combinação atípica” foi confirmada em 12 casos perto da área de Marselha, a 135 km de AAP, também no Sul francês. Os relatos sugeriram que muitos pacientes deveriam ser hospitalizados.

A publicação mostrou que o primeiro caso era um homem totalmente vacinado que havia retornado em novembro de uma viagem aos Camarões. Três dias mais tarde, ele disse ter testado positivo para o coronavírus, desenvolvendo “sintomas respiratórios leves“.

Os testes revelaram ainda que a cepa tem a mutação E484K, que pode tornar o vírus mais resistente às vacinas, além da mutação N501Y que foi originalmente descoberta na variante Alpha e que pode tornar a cepa mais transmissível.

Ressaltando a importância dos testes e de uma “vigilância genômica“, o artigo conclui que “estas observações mostram, uma vez mais, a imprevisibilidade do aparecimento de novas variantes de SARS-CoV-2 e da sua introdução a partir do exterior, e exemplificam a dificuldade de controlar essa introdução e subsequente propagação“.

Os autores da publicação reconhecem também que é “muito cedo para especular sobre as características virológicas, epidemiológicas ou clínicas desta variante IHU com base nesses 12 casos“.

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