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A deputada fugitiva da Justiça teve suas contas retiradas do ar por decisão do ministro do STF – SAIBA MAIS
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Brasília, 04 de junho de 2025
O Supremo Tribunal Federal (STF), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio imediato dos perfis da deputada Carla Zambelli (PL-SP) nas redes sociais, incluindo contas transferidas para sua mãe, Rita Zambelli, e seu filho, João Zambelli.
A decisão, emitida nesta quarta-feira (4/jun) visa coibir a continuidade de condutas consideradas criminosas, como a disseminação de desinformação.
Zambelli, condenada a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), enfrenta agora restrições severas.
O bloqueio abrange plataformas como Facebook, Instagram, TikTok, YouTube, X, Telegram e LinkedIn, com prazo de 2 horas para cumprimento, sob pena de multa diária de R$ 100 mil às empresas. Moraes justificou a medida alegando que Zambelli persiste em divulgar conteúdos que atentam contra o Estado Democrático de Direito, mesmo após sua condenação.
A deputada, que anunciou estar nos Estados Unidos, transferiu seus perfis para familiares, numa tentativa de burlar sanções judiciais.
Carla Zambelli deixou o Brasil no final de maio de 2025, atravessando a fronteira com a Argentina, e planeja viajar para a Itália, onde possui cidadania.
A Primeira Turma do STF a condenou por crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica, relacionados à manipulação de dados no CNJ.
A sentença inclui a perda de mandato e multa de R$ 2,1 milhões, além de R$ 2 milhões por danos coletivos, pagos solidariamente com o hacker Walter Delgatti Neto.
Zambelli classificou a decisão como “ilegal, inconstitucional e autoritária”, alegando violação da imunidade parlamentar.
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Ela anunciou que recorrerá a entidades internacionais, denunciando “perseguição política”.
A ordem de Moraes também bloqueou contas bancárias, passaportes e verbas de gabinete da deputada, além de incluir seu nome na lista vermelha da Interpol.
A multa de R$ 50 mil por postagens que reiterem crimes reforça o rigor da medida.
A decisão reacende debates sobre liberdade de expressão versus combate à desinformação. Especialistas apontam que a medida, embora respaldada pela proteção ao Estado Democrático, levanta questões sobre os limites da atuação judicial em redes sociais.
Zambelli argumenta que o bloqueio de perfis de sua mãe, pré-candidata a deputada, e de seu filho, de 17 anos, é um ataque a direitos individuais.
Com Zambelli foragida, a Polícia Federal intensifica esforços para localizá-la.
A decisão do STF pode influenciar outros casos de políticos investigados por desinformação. Enquanto o recurso da deputada tramita, a pena não será executada, mas a pressão judicial aumenta.
O caso destaca a tensão entre liberdade de expressão e responsabilidade penal no Brasil.












