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Nos EUA, palestinos rasgam seus diplomas em protesto contra as deportações em massa de Trump (vídeo)

    Reação ocorre em meio a uma controvérsia envolvendo a decisão da Columbia University de ceder às exigências do governo dos EUA para restaurar US$ 400 milhões em financiamento federal, suspenso devido a alegações de antissemitismo no campus – SAIBA MAIS

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    Brasília, 2 de abril de 2025

    Em um ato simbólico de protesto, graduados da Columbia University, defensores da causa palestina, rasgaram seus diplomas em uma demonstração contra as ações da administração do presidente Donald Trump.

    O evento, ocorrido no sábado, 29 de março de 2025, foi organizado por ex-alunos da Escola de Assuntos Internacionais e Públicos (SIPA) [School of International and Public Affairs] e reflete a crescente insatisfação com as políticas de imigração e repressão a ativistas pró-Palestina nos Estados Unidos.

    A manifestação também foi uma resposta à recente detenção de Mahmoud Khalil, um ex-aluno da universidade e ativista palestino, por agentes federais. Os manifestantes entoaram slogans como “Free Mahmoud Khalil” e “Free Palestine” enquanto destruíam seus diplomas.

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    O protesto ocorre em meio a uma controvérsia envolvendo a decisão da Columbia de ceder às exigências do governo Trump para restaurar US$ 400 milhões em financiamento federal, suspenso devido a alegações de antissemitismo no campus.

    Contexto: Repressão a Ativistas Pró-Palestina

    A administração Trump intensificou sua campanha contra estudantes e acadêmicos internacionais que participaram de protestos pró-Palestina. O governo busca deportar indivíduos legalmente presentes nos EUA, citando preocupações de segurança nacional. Entre os alvos está Mahmoud Khalil, detido em 8 de março por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) [Immigration and Customs Enforcement] e atualmente mantido em uma instalação em Louisiana.

    A administração alega que seu ativismo em Columbia constitui apoio antissemita ao Hamas, uma acusação que ativistas e advogados refutam.

    Pelo menos nove estudantes e professores foram detidos ou enfrentam processos de deportação, a maioria por expressar publicamente apoio à causa palestina. Além de Khalil, casos como o de Rumeysa Ozturk, estudante turca da Tufts University, e Badar Khan Suri, pesquisador indiano da Georgetown University, destacam a extensão da repressão.

    Reação da Comunidade Acadêmica e Críticas às Políticas de Trump

    O ato de rasgar diplomas não foi um gesto isolado. Os ex-alunos expressaram solidariedade aos estudantes e imigrantes “oprimidos e deportados” pela administração Trump. Amali Tower, graduada em 2009 pela SIPA, declarou à NBC News que não sente mais orgulho de sua alma mater e que o protesto foi uma forma de apoiar os palestinos e os direitos de expressão.

    Grupos acadêmicos também reagiram. Associações de professores entraram com uma ação judicial contra o governo Trump, argumentando que as detenções violam a liberdade de expressão e criam um “clima de repressão” nas universidades. A ação cita casos como o de Yunseo Chung, uma estudante coreano-americana da Columbia que obteve uma decisão judicial temporária bloqueando sua deportação.

    Impacto e Controvérsia

    A política de Trump, que já revogou cerca de 300 vistos de estudantes, é vista por críticos como uma tentativa de silenciar vozes dissidentes. O Secretário de Estado Marco Rubio defendeu as medidas, afirmando que visam combater o antissemitismo e o apoio ao Hamas, mas não especificou quantos dos afetados estavam diretamente ligados a protestos.

    Enquanto isso, a destruição dos diplomas por graduados da Columbia simboliza uma rejeição não apenas às políticas de Trump, mas também à postura de sua universidade, que muitos acusam de ceder à pressão governamental. O caso continua a gerar debates sobre liberdade de expressão, direitos dos imigrantes e o papel das instituições acadêmicas em tempos de polarização política.

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