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No Vaticano, Alckmin participa de cerimônia em que o Papa Francisco nomeou novo cardeal brasileiro

    Dom Jaime Spengler, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), recebeu o título da igreja de S. Gregorio Magno alla Magliana Nuova, localizada no bairro Portuense, em Roma

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    “Representei o Presidente Lula na cerimônia de nomeação dos novos cardeais da Igreja Católica, conduzida pelo Papa Francisco“, afirmou em suas redes sociais o Vice-Presidente da República Federativa do Brasil, Geraldo Alckmin (PSB).

    Entre os nomeados, está o arcebispo de Porto Alegre e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jaime Spengler, homem de elevada cultura e grande sensibilidade social, como mostrou, recentemente, sua mobilização para atendimento das vítimas das chuvas que afetaram o RS, escreveu o também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.


    Dom Jaime Spengler, franciscano brasileiro de 64 anos, foi criado cardeal pelo Papa Francisco neste sábado (07/12), na Basílica de São Pedro, durante o Consistório Ordinário Público, informou o Vatican News.

    O arcebispo de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, é presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e do Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho), além de ser membro dos dicastérios para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos e do Instituto de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica da Santa Sé, no Vaticano.

    O rito de criação dos novos cardeais

    A celebração começou com o canto Tu es Petrus1 e as palavras de agradecimento a Francisco pronunciadas pelo primeiro cardeal da lista, Angelo Acerbi, ex-núncio apostólico [representante diplomático do Vaticano e do Papa, com o status de embaixador]. Em seguida, o Papa pronunciou a fórmula para a criação dos novos purpurados, que juraram fidelidade e obediência ao Pontífice e a seus sucessores “até o derramamento de sangue“. Um a um eles se aproximaram da sede do Papa para receber os símbolos do cardinalato de joelhos: solidéu vermelho, barrete, anel e a atribuição a um Título ou Diaconia. Após, todos receberam o abraço de paz de Francisco.

    Dom Jaime Spengler, por exemplo, recebeu o título da igreja de “S. Gregorio Magno alla Magliana Nuova“, que está localizada no bairro Portuense, em Roma, com sede paroquial desde 14 de dezembro de 1963. A partir de 26 de agosto de 2023 o título estava vacante. 

    O título cardinalício, diferentemente do cargo eclesiástico específico a que um cardeal pode ser chamado, é vitalício e simboliza a participação do cardeal no clero romano e a unidade do Colégio de Cardeais como um instrumento de apoio à atividade pastoral do Bispo de Roma: o Papa.

    É uma “pertença que exprime a unidade da Igreja e o vínculo de todas as Igrejas com a Igreja de Roma”, como já havia escrito o próprio Papa Francisco em carta divulgada em 12 de outubro dirigida a todos os novos cardeais deste 7 de dezembro.



    A primeira missa de dom Jaime como cardeal em Porto Alegre será em 17 de dezembro, às 10h, na Catedral Metropolitana / Reuters



    Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre, é um dos 21 novos cardeais / Reuters

    1. A obra Tu es Petrus está profundamente enraizada na tradição cristã, especificamente no Evangelho de Mateus 16:18-19. A letra, em latim, traduz-se para ‘Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja; e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus’. Este trecho é uma declaração de Jesus a Pedro, afirmando a fundação da Igreja sobre ele.
      A metáfora da ‘pedra’ é central nesta passagem. Pedro, cujo nome em grego, ‘Petros’, significa ‘pedra’, é simbolicamente a rocha sobre a qual a Igreja será construída. Esta imagem de solidez e permanência reflete a estabilidade e a durabilidade da fé cristã. A promessa de que ‘as portas do inferno não prevalecerão contra ela’ reforça a ideia de que a Igreja, apesar das adversidades, permanecerá firme e inabalável.
      Além disso, a menção das ‘chaves do reino dos céus’ simboliza a autoridade conferida a Pedro e, por extensão, à liderança da Igreja. As chaves representam o poder de abrir e fechar, de ligar e desligar, indicando a responsabilidade de guiar a comunidade de fiéis. Este conceito é fundamental na teologia católica, onde Pedro é visto como o primeiro Papa, e seus sucessores continuam a exercer essa autoridade espiritual.
      A música, portanto, não é apenas uma celebração da figura de Pedro, mas também uma reafirmação da fé na Igreja como instituição divina e eterna. É um hino de adoração e confiança na promessa de Cristo, que assegura a proteção e a continuidade da Igreja através dos tempos. ↩︎

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